Sem gols no campo dos direitos humanos
Publicado em 16 jun 2018


Hoje a Nigéria, uma das melhores seleções africanas, estreia na Copa do Mundo 2018. Essa seleção conta com várias medalhas, como a de ouro nas Olimpíadas de 1996 (quando venceu o Brasil na semifinal e a Argentina na final). Também foi medalha de prata nas Olimpíadas de 2008, quando foi derrotada pela Argentina na final. Apesar do relativo sucesso dentro dos campos, a Nigéria não tem muito do que se orgulhar no campo dos direitos humanos.
Em um de seus estados, Benue, na região central do país, ataques de pastores de cabras fulanis já causaram um prejuízo de um bilhão de dólares (quase 3,8 bilhões de reais) para os cofres públicos, segundo o governador do estado, Samuel Ortom. Isso considerando apenas os ataques desde 2015 até agora. A violência dos pastores de cabras fulanis atingiu nível recorde este ano, principalmente nos estados do Cinturão Médio do país, entre os quais está Benue, onde há ataques quase que diariamente.
No dia 6 de junho, nove pessoas foram mortas em um ataque, enquanto outras estão desaparecidas e muitas, feridas. Pelo menos 492 pessoas foram mortas somente em Benue de janeiro até maio deste ano. A violência tem sido retratada como um conflito entre nômades muçulmanos e agricultores cristãos pelo acesso a terras de pastagem, mas muitos analistas acreditam que tenha tomado uma dimensão religiosa. Em recentes ataques, os alvos dos agressores foram instituições cristãs, em que líderes e membros de igrejas foram mortos.
Ore pelos nossos irmãos da Igreja Perseguida da Nigéria, país que ocupa a 14ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2018. Aproveite os jogos da Nigéria na Copa para se lembrar dos cristãos que enfrentam perseguição por causa da fé e interceda por eles.
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