Cidade da Somália ameaça decapitar quem não fizer orações diárias
Publicado em 08 dez 2006
Moradores de uma cidade no sul da Somália que não orarem cinco vezes ao dia serão decapitados, informou uma autoridade, no último dia 6, acrescentando que o decreto entraria em vigor em 3 dias.
Lojas, casas de chá e outros lugares públicos de Bulo Burto, a 200 quilômetros da capital, Mogadíscio, devem ser fechados durante o período de orações e ninguém deve estar nas ruas, disse o xeique Hussein Barre Rage, presidente da corte islâmica da cidade. Sua corte faz parte de uma rede mantida por milicianos armados que tomaram o poder de grande parte do sul da Somália nos últimos meses, o que levou a uma interpretação rígida do islã que é estranha para muitos somalis.
Aqueles que não obedecerem ao decreto de oração depois de passados três dias “certamente serão decapitados, de acordo com a lei islâmica”, disse o xeique por telefone à Associated Press. “Como muçulmanos, devemos praticar o islã inteiramente, não em parte, e é isso que nossa religião nos impõe”.
Ele diz que o decreto, que se restringe a Bulo Burto, estava sendo anunciado por alto-falantes em toda a cidade.
As cortes islâmicas da Somália fizeram várias interpretações do Alcorão, e algumas aplicam uma versão mais estrita e radical do islã do que outras. Algumas das cortes introduziram execuções públicas e açoites a condenados, proibiram as mulheres de nadar nas praias públicas de Mogadíscio e proibiram a venda e o hábito de mascar khat, uma planta estimulante consumida na região do Chifre da África e no Oriente Médio.
Depois que moradores da capital reclamaram da falta de consistência da lei, Mogadíscio, que abriga o Conselho das Cortes Islâmicas, montou um tribunal de apelação com juízes mais bem instruídos, em outubro.
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