Bem vindo
Acesse sua conta ou registre-se gratuitamente.

Jovens cristãos e muçulmanos trabalham juntos para comemorar os 400 an

Publicado em 07 mar 2005

Um aniversário que não se tornou ocasião de conflito, mas oportunidade de conhecimento, amizade, colaboração: a celebração dos 400 anos da chegada dos holandeses e, portanto, dos cristãos às ilhas Molucas, lembrado nos dias passados, foi vivido com iniciativas comuns entre jovens cristãos e muçulmanos. Em especial, como foi informado à Fides pelo Centro de Crise da diocese de Amboina, os jovens quiseram compartilhar atividades concretas.

Encontraram-se primeiramente na Mesquita Al-Fatah de Ambon e em seguida foram para a Igreja Maranatha, contribuindo para a limpeza e para a organização dos dois locais de culto, para simbolizar um desejo de amizade e de diálogo, e para dizer a todos que a religião nunca deve ser motivo de conflito, mas de confronto, espiritualidade e aprofundamento interior.

Depois de um aniversário marcado por gestos de diálogo e de colaboração, aproxima-se um outro que, ao invés, poderia causar conflitos e violências: em 25 de abril celebra-se, de fato, a anual comemoração de um grupo separatista, que há anos quer fundar a “República independente das Molucas meridionais”. No ano passado, esta ocasião provocou confrontos e casas incendiadas, com o risco de uma guerra civil na região.

Atualmente, a polícia das Molucas está em alerta para manter a ordem e evitar qualquer episódio de violência, com o aproximar-se da data. Líderes civis e religiosos estão fazendo de tudo para manter a harmonia e a paz social nas ilhas Molucas, que em 2000-2002 viveram uma sangrenta guerra civil entre as populações cristã e muçulmana. Os dois grupos hoje vivem em bairros separados da capital Ambon, e uma latente tensão pode voltar a explodir.

A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.