Nova onda de pressão ideológica afeta cristãos na Coreia do Norte
Publicado em 24 mar 2026 • Atualizado em 23 mar 2026

A Portas Abertas não é contra nenhuma nacionalidade, governo ou religião. Somos pró-Jesus Cristo, a favor da paz e defendemos a Igreja Perseguida em todos os lugares.
Recentemente, uma nova onda de pressão ideológica tem atingido a Coreia do Norte. O líder Kim Jong-Un tem ordenado autoridades de todos os níveis a “abandonar completamente a dependência no mundo exterior e confiar apenas em sua própria força”.
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Há relatos de que novos slogans, como “Vamos vencer com nossa própria força, sem ajuda externa” apareceram em fábricas e outros locais de trabalho. Agentes de segurança também estão conduzindo sessões de estudos, alertando os cidadãos a não manterem contato com outros países.
Essa pressão ideológica intensifica um ambiente que já é sufocante. Estima-se que 400 mil cristãos secretos vivam na Coreia do Norte, onde o risco da descoberta de sua religião pode significar prisão ou até a morte.
Esse novo foco em “autodependência” faz com que até pequenos atos de compaixão ou interesse genuíno pelo próximo sejam vistos como potenciais sinais de deslealdade ao regime.
Para os cristãos, cuja esperança está em Cristo, e não no Estado, a pressão é imensa. São homens e mulheres que louvam em silêncio. Eles sussurram orações e memorizam fragmentos das Escrituras, ensinando aos seus filhos sobre Deus apenas em momentos em que ninguém pode ouvi-los.
Cada nova campanha do governo os lembra sobre o quão frágil é a sua segurança e o quão firmes na fé eles devem permanecer. Ainda assim, a esperança vive. Cristãos ao redor do mundo seguem em oração pelos irmãos e irmãs norte-coreanos, confiando que o mesmo Deus que sustenta a igreja secreta, continuará protegendo-a e permitindo que ela cresça.
A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
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