DIP 2026: 7 lições da Igreja Perseguida para a igreja brasileira
Publicado em 08 jun 2026

Há uma semana, o Domingo da Igreja Perseguida 2026 reuniu igrejas de todo Brasil em oração, no domingo, 31 de maio. Mas o encontro de oração que fortalece anualmente cristãos perseguidos edifica os intercessores no Brasil.
Veja a seguir o depoimento de sete lições que organizadores e participantes do DIP 2026 aprenderam com a Igreja Perseguida.
7 lições da Igreja Perseguida para a igreja brasileira
1. Todos sentimos medo
Uma das lições que o DIP 2026 trouxe é que os cristãos perseguidos não são super-heróis. São humanos e sentem medo como todos nós. Por isso é tão importante clamar a Deus por nossos irmãos na fé em oração.

“É muito bonito porque, nos relatos, em nenhum momento, nossos irmãos escondem que eles têm medo da perseguição, mas eles têm certeza de que Deus está com eles. Essa força, essa fé corajosa de que eles necessitam, vem de Deus.”
— Jaqueline Sales da Igreja Presbiteriana em Alumínio/SP.
Muitas igrejas citaram a pergunta que milhares de cristãos perseguidos precisam fazer diariamente, forçados a fugir por causa da perseguição. A reflexão ensinou o valor da liberdade que temos e reforçou a compaixão com a Igreja Perseguida.


“Há um testemunho muito impactante dessa edição do DIP, da irmã Jhenny, que perdeu seu pai em uma igreja bombardeada na Síria. E essa irmã – mesmo com toda a dor, toda a saudade e incompreensão da razão para o ataque brutal contra pessoas que estavam ali apenas orando, adorando a um Deus, que é bom e que é amoroso – se manteve firme. Ela mantém a sua fé firme e hoje ajuda pessoas que enfrentam dores como a que ela viveu.”
— Rodrigo Miranda, organizador do DIP 2026 na Igreja Presbiteriana de Moema
2. Apoiar a Igreja Perseguida é contribuir para que o evangelho chegue aos confins da terra
Josimar Coimbra, da Igreja Presbiteriana em Alumínio/SP, afirma a importância do DIP para lembrar que apoiar os cristãos perseguidos é contribuir para que o evangelho alcance todos os povos, mesmo nos lugares inacessíveis por causa da perseguição.
“O DIP desperta a igreja, especialmente na América Latina, para a realidade dos nossos irmãos que vivem onde o evangelho é proibido, onde há perseguição. Ele traz a reflexão de que não podemos pensar apenas em nós mesmos. O evangelho precisa chegar aos confins do mundo.”
— Rodrigo Moraes, organizador do DIP 2026 em São Paulo, também enfatiza a importância de apoiar os cristãos que permanecem.
“Algo chamou minha atenção neste DIP: a capacidade de irmãos e irmãs que vivem em países onde há perseguição continuarem ali, querendo pregar o evangelho. Eles querem ver que seu país, sua cidade, seu povoado – o lugar onde moram, onde cresceram, onde vivem a sua cultura – transformados pelo poder de Deus.”
3 e 4. A oração supera barreiras geográficas, denominacinais e geracionais: juntos somos mais fortes
O fundador da Portas Abertas e idealizador do Domingo da Igreja Perseguida, Irmão André, costumava lembrar que nossas orações podem ir aonde não podemos. E,de fato, a cada ano vemos a intervenção do Senhor sustentando, curando e fortalecendo a Igreja Perseguida, geograficamente distante em muitos casos, com o apoio em oração da igreja brasileira.





No próprio Brasil, que tem dimensões continentais, a oração no Domingo da Igreja Perseguida é um exemplo de unidade que vence as barreiras geográficas, mobilizando igrejas nos 27 estados em um único dia. Em meio à diversidade denominacional, a unidade em confiar em oração o cuidado de Cristo para com sua igreja que enfrenta perseguição também é motivo de grande gratidão no DIP.

Outra conexão é a intergeracional. Participam do Domingo da Igreja Perseguida pessoas de todas as idades. Cristãos recém-convertidos, irmãos com um tempo maior de caminhada com o Senhor. E nas próprias famílias, a união em oração encoraja o fortalecimento dos laços fraternos entre as diversas gerações que compõem a igreja brasileira.

“Conheci a Igreja Perseguida nos grupos de oração de mulheres de minha igreja e participei muitas vezes do DIP aqui em minha igreja. O ano todo oramos pela Igreja Perseguida e, a cada DIP, recebemos novas notícias e pedidos de oração. Sempre orei e continuarei orando pela Igreja Perseguida. O principal aprendizado que tenho do DIP é obedecer a Deus em primeiro lugar e continuar confiando nele.”
— Anezi de Sousa, participante do DIP 2026 na Igreja Comunidade Evangélica Transbordar
5. Orar com informação faz toda a diferença
A participação no DIP foi uma experiência inédita para muitos. O evento proporciona conscientização sobre a Igreja Perseguida o que ajuda muitas igrejas a entenderem as necessidades dos cristãos perseguidos e orarem de maneira mais próxima e com pedidos de oração detalhados vindos do campo.
Cristiane Viana, que participou pela 1ª vez do DIP na Igreja Cristã Evangélica de Interlagos, relata: “Tive uma experiência reveladora com o DIP, não tinha o real entendimento das consequências que nossos irmãos enfrentavam por amor ao Senhor. Vi o quanto sou privilegiada por viver com liberdade para adorar ao Senhor e poder falar dele e buscá-lo tão facilmente. Isso me fez aprender a ter coragem e ousadia para realmente fazer a diferença na nossa nação”.



“Me senti muito comovida com a realidade dos irmãos que vivem em países onde o evangelho não pode ser pregado. Os testemunhos foram muito impactantes, mostra que não temos dimensão do que muitas pessoas estão passando, da violência que enfrentam apenas por seguir a Cristo. Acho que, como cristãos, todos nós temos esse papel de colocá-los em nossas orações. Aprendi com eles que nossa fé precisa estar firmada em Cristo. Ele é a nossa esperança independentemente da perseguição. Não podemos desistir de confiar.”
— Tabata Marques, participante pela 1ª vez do DIP na Igreja Comunidade Evangélica Transbordar em São Paulo
6. Na universidade, na igreja, em família ou individualmente: devemos orar sem cessar
O Domingo da Igreja Perseguida acontece preferencialmente um domingo após a data de Pentecostes em memória ao contexto bíblico de Atos 4, quando a perseguição à igreja começou, e para encorajar a unidade do corpo de Cristo no Brasil em oração.
Mas o amor pelos cristãos perseguidos motiva muitos parceiros a levarem as orações além dos cultos dominicais e mostram a importância de orar sem cessar, como lembra 1Tessalonicenses 5.17.
Na Universidade Federal do Maranhão, jovens do grupo Mover Mission oram semanalmente pela Igreja Perseguida, compartilharam o tema do DIP e mobilizaram um período de oração especial este ano.

“Realizamos o DIP todos os anos. Todas as segundas, nos reunimos e oramos pelos cristãos perseguidos.”
— Deyse Monteiro, do grupo Mover Mission no Maranhão
“Desde 2009, acompanho a Missão Portas Abertas e todo o movimento que ela promove aqui no Brasil e internacionalmente com relação à Igreja Perseguida. Então, há 17 anos, tentamos promover em nossa igreja não só o Domingo da Igreja Perseguida, mas também orarmos ao longo do ano pelos nossos irmãos perseguidos. Dessa forma, podemos apoiá-los naquilo de que eles precisam.”
— Carlos Henrique Scherrer de Oliveira, na Igreja Presbiteriana de Moema
7. Participar do DIP não é complicado
Muitas igrejas fazem o DIP com teatro e decorações criativas. Algumas usam todos os materiais online gratuitos disponibilizados. Mas eles não são obrigatórios para apoiar os cristãos perseguidos em oração.
Seja por dificuldade de agenda ou preferência, muitas igrejas fazem alguns minutos de oração dentro do próprio culto dominical, compartilhando os pedidos de oração diretamente. Fazer o DIP não precisa ser complicado. O essencial é unir a igreja em oração e fazer parte do impacto eterno em prol da Igreja Perseguida. Veja o depoimento de organizadores do DIP 2026 a seguir.

“Se você está pensando em levar o DIP para sua igreja, não fique apenas pensando. Faça isso! É um projeto maravilhoso. Aconselho você a se organizar com antecedência, baixar o material que a Portas Abertas disponibiliza online e deixe o Senhor ministrar no seu coração o que você pode fazer com sua igreja. Tenha uma equipe para fazer parte disso e ajudar você, assim vocês alcançam mais pessoas. E o principal, não deixe de orar, que você seja uma resposta de oração para a Igreja Perseguida.”
— Renata organizadora DIP Hermon

“Vale a pena organizar o DIP e é muito importante. Nós nos juntamos a outras pessoas que se reúnem também para orar, para participar. É um dia de oração, de ação através da oração. Deus opera milagres e nós cremos no poder da oração, por isso participamos do DIP ano após ano, para que as nossas orações cheguem ao trono de Deus e o Senhor possa capacitar mais homens e mulheres, crianças, jovens e adultos para poder servirem a ele nos seus países.”
— Rodrigo Miranda, organizador do DIP 2026 na Igreja Presbiteriana de Moema
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