QUEM SÃO OS CRISTÃOS PERSEGUIDOS?

A perseguição aos cristãos se intensifica no mundo a cada ano. Conheça os principais casos de cristãos perseguidos pela fé em Jesus


A perseguição aos cristãos é definida como qualquer hostilidade experimentada como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo. Isso pode incluir atitudes hostis, palavras e ações contra cristãos. Essa é a definição dada na Lista Mundial da Perseguição, relatório anual que dá base para o trabalho da Portas Abertas.

A cada ano, a perseguição aos cristãos se intensifica no mundo todo. O número de cristãos com medo de ir à igreja, que não têm uma igreja para ir e precisam escolher entre permanecer fiel a Deus ou manter os filhos seguros só aumenta. Houve crescimento também no número de vítimas da violência extrema, que perderam familiares, casa, bens e a liberdade apenas por compartilhar a fé em Jesus Cristo.

Na compreensão clássica, a perseguição religiosa é realizada ou permitida pelo Estado. A realidade, porém, mostra que não é isso o que geralmente acontece. Nos dias de hoje, o papel de outros agentes está cada vez mais evidente — um exemplo disso são os grupos extremistas, tais como Estado Islâmico, Boko Haram, Al-Qaeda e Al-Shabaab.

Além desses, também podem ser mencionados: oficiais do governo, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, líderes religiosos cristãos, grupos religiosos violentos, cidadãos e quadrilhas, parentes, partidos políticos, grupos paramilitares, redes criminosas, organizações multilaterais e grupos de pressão ideológica.

Portanto, a perseguição ocorre de formas diferentes de acordo com o lugar onde os cristãos vivem. Conheça agora os sete casos mais conhecidos de cristãos perseguidos.

Hea-Woo é uma norte-coreana da terceira geração de cristãos na família, apesar de nunca ter ouvido falar de Jesus por sua mãe. No país, os cristãos são vistos como espiões do Sul; por isso, se descobertos, toda a família pode ser punida. 

Após a morte do presidente Kim il-Sung, as porções diárias de comida pararam de ser distribuídas para a população e muitas pessoas começaram a morrer de fome – foi o que aconteceu com uma das filhas de Hea-Woo. Antes disso acontecer, ela lhe disse: “Eu e seu pai somos culpados disso estar acontecendo com você” e a filha disse: “Eu não culpo você, mas culpo o país. Não há esperança aqui. Não morra de fome como eu. Vá embora desse lugar sem futuro”. Essas foram suas últimas palavras. A confiança de Hea-Woo no governo se transformava cada vez mais em decepção. 

Em 1996, o marido de Hea-Woo fugiu para a China. Um ano depois, o serviço de segurança informou a família sobre a fuga dele, o que implicava nele ser mandado de volta para a Coreia do Norte caso fosse encontrado no país vizinho. Durante seu tempo na China, ele conheceu um missionário e estudou a Bíblia com ele. Lá, serviu como líder de louvor em uma igreja frequentada principalmente por norte-coreanos. Porém, uma pessoa o denunciou e ele foi preso antes de ser mandado de volta para a Coreia do Norte. Na prisão, ele começou a falar de Jesus e dividia a comida com os presos. 

Colocando a fé em Cristo 

Certo dia, após ser transferido para uma prisão norte-coreana, os filhos foram visitá-lo na prisão. Como guardas entravam e saíam o tempo todo, o marido de Hea-Woo puxou a mão do filho por baixo da mesa e escreveu na palma de sua mão: “Creia em Jesus e ore a ele. Sempre que estiverem desanimados, passando fome ou tristes, orem a Jesus. Ele não é visível, mas ouve a oração de vocês e vai respondê-los. A única maneira de sobreviver neste país é crendo em Jesus e orando a ele”. Isso levou a família a colocar a fé em Cristo e a começar a orar a Deus. 

“Eu reconheci o que é a verdade. A fé do meu marido me ajudou a enxergar isso. Depois disso, nós começamos a orar. Não sabíamos muito sobre a palavra de Deus, mas percebi que nem o ditador Kim il-Sung, nem o Partido Comunista poderiam nos salvar, somente a fé em Jesus Cristo. Coloquei minha confiança em Jesus e comecei a orar.” 

Continuando o trabalho

Quando o marido de Hea-Woo foi executado, ela tomou a decisão de continuar o serviço a Deus que ele começou e decidiu fugir da Coreia do Norte também. Mas, durante suas tentativas, ela foi descoberta e mandada de volta. Primeiro, para uma prisão mista, onde foi interrogada e torturada durante muitos dias. Uma das prisioneiras contou aos guardas que Hea-Woo pregava a palavra de Deus dia e noite. Ela foi torturada muitas vezes e, em alguns momentos, teve medo de perder a consciência e negar a Jesus.

Ela orou e o Senhor lhe deu forças para suportar. “Eu ouvi uma voz que me dizia: ‘Pense no sofrimento de Jesus na cruz’. Essas imagens ficaram bem claras em minha mente e fui envolvida por elas”. Enquanto pensava no sofrimento de Jesus, Hea-Woo não sentiu nenhuma dor. Foi mandada de volta para a cela e lá ouviu uma voz do alto dizendo: “Minha filha amada, hoje você andou sobre as águas”. As outras mulheres não perceberam nada e Hea-Woo percebeu que Deus estava com ela em todos os momentos. 

Ela passou por um total de 10 prisões até ser levada para um campo de trabalho forçado. Ela entendeu que deveria falar sobre Deus dentro do campo, mas não sabia como fazer isso. Deus lhe mostrou a quem falar e como anunciar a palavra. Como as pessoas podiam morrer a qualquer momento, elas recebiam bem o evangelho. Foi assim que elas começaram uma igreja secreta no campo.

Depois de quase dez anos condenada a morte, a cristã paquistanesa, Asia Bibi, foi absolvida e colocada em liberdade

Aasyia Noreen é a cristã paquistanesa conhecida mundialmente como Asia Bibi. A história envolvendo ela começou em 2009. Na época ela estava com 45 anos e era trabalhadora rural, esposa e mãe de cinco filhos. Asia Bibi foi acusada de fazer referências depreciativas ao profeta Maomé durante o expediente do dia 19 de junho, quando conversava com suas colegas de trabalho. 

Asia ofereceu água para as colegas de trabalho, que não aceitaram porque, por ser cristã, Asia teria tornado o copo impuro. A conversa evoluiu para assuntos religiosos e as colegas começaram a pressionar Asia Bibi a se converter ao islã. Certa do caminho que seguia, a cristã rebateu as muçulmanas com frases como: “Jesus está vivo, mas Maomé está morto. O nosso Cristo é o verdadeiro profeta de Deus. Maomé não é real. Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade, e Maomé, o que fez por vocês?” 

Por conta de tais declarações, Asia Bibi foi agredida pelas mulheres que, diariamente, conviveram com ela por anos. A polícia foi chamada ao local e, mais uma vez, a lei da justiça parcial prevaleceu. Um boletim de ocorrência foi registrado e a cristã foi mandada para a prisão para aguardar o julgamento por blasfêmia.

Sentença

Em 8 de novembro de 2010, após um processo que durou mais de 16 meses, Asia Bibi recebeu a pena máxima. Ela foi a primeira mulher condenada à morte por enforcamento por crime de blasfêmia no Paquistão. Também foi multada em cerca de 1 mil dólares, o equivalente a dois anos e meio do salário médio de um trabalhador no Paquistão. 

As duas testemunhas apresentadas nem estavam presentes no momento do suposto incidente. Asia Bibi solicitou o perdão presidencial, mas a Alta Corte de Lahore proibiu o presidente Asif Ali Zardari de concedê-lo, atendendo à petição do cidadão Shahid Iqbal, o acusador. Asia permaneceu na prisão em Sheikhupura, onde podia receber a visita da família uma vez por semana. 

Desdobramentos

Com o passar do tempo, a gravidade da ameaça à vida de Asia Bibi aumentou, a ponto de ela ter que ser transferida do distrito de Sheikhupura para uma prisão feminina em Multan, já que sua vida corria perigo onde estava. O marido de Asia Bibi, Ashiq Masih, e a comunidade cristã afirmaram que havia ameaças constantes de militantes e recompensas sendo anunciadas em todo o Paquistão para quem a matasse. 

Somente em 22 de julho de 2015, a Suprema Corte do Paquistão decidiu ouvir o caso dela. A justiça decidiu nas liminares suspender a pena de morte. Essa ordem abriu o caminho para uma possível absolvição completa, pois poderia ser libertada com o pagamento de uma fiança. Mas devido à sensibilidade do caso e por questões de segurança, Asia Bibi permaneceu na prisão, esperando o julgamento final do Supremo Tribunal Federal. 

Durante os anos de prisão, ela foi maltratada, torturada e esteve doente várias vezes. O marido e os filhos tiveram que fugir de retaliações de extremistas islâmicos. Militantes islâmicos queriam a morte da cristã e ameaçando os que tentavam ajudá-la. Em 13 de outubro de 2016, Asia Bibi voltou a julgamento no Supremo Tribunal do Paquistão, onde teve a oportunidade de se defender novamente. Porém o juiz que assumiu a corte anunciou publicamente que pretendia manter a pena de morte, já que todos enfrentavam pressão extrema por parte de radicais islâmicos. 

Absolvição 

Em fevereiro de 2018, a União Europeia começou a intervir no caso. A renovação de contratos de exportação para a Europa dependia da libertação de Asia Bibi. Em 8 de outubro de 2018, a Suprema Corte do Paquistão finalmente ouviu o apelo de Asia Bibi. No entanto, a decisão só foi anunciada em 31 de outubro. Nesse dia, a Suprema Corte do Paquistão determinou a soltura imediata de Asia Bibi, afirmando que a acusação falhou em apresentar provas acima de qualquer suspeita. 

No entanto, alguns dias antes, o líder do grupo extremista Tehreeq Labek Pakistan (TLP) convocou todos seus seguidores para sair às ruas e estar prontos para morrer caso o veredito fosse favorável a Asia Bibi. A polícia paquistanesa e forças de segurança prenderam mais de 3 mil militantes em um esforço de proteger Asia. 

Manifestações 

A absolvição de Asia Bibi desencadeou uma onda de protestos dos radicais islâmicos em todo o país. Escritórios e escolas foram fechados e os cristãos foram ainda mais ameaçados e discriminados. No dia 2 de novembro de 2018, o governo do Paquistão anunciou um acordo de cinco pontos com os extremistas responsáveis pela maioria dos protestos em todo o país. 

O governo se comprometeu em agir contra as possíveis mortes e prisões de manifestantes, garantindo que os presos fossem liberados imediatamente. Em contrapartida, o TLP, grupo responsável por instigar os protestos, convocaria seus seguidores a parar as manifestações e se desculpar àqueles que passaram por “inconvenientes” devido aos protestos. 

Liberdade 

Em 29 de janeiro de 2019, a Suprema Corte do Paquistão negou o pedido de apelação contra a absolvição de Asia Bibi e ela foi definitivamente declarada livre. Em 1 de fevereiro de 2019, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, revelou que o país ofereceu asilo à Asia e seu marido e a proposta teria sido aceita pela família. As filhas do casal, de 18 e 19 anos, já estariam no Canadá com uma família amiga. 

Nos dois meses após a a decisão pública da corte paquistanesa, as filhas de Asia e amigos da família se mudaram três vezes para vários lugares secretos no Paquistão, enquanto seguidores do TLP os procuravam de casa em casa para matá-los. Depois da absolvição, Asia Bibi continuou no Paquistão sob proteção do governo. Somente em 8 de maio de 2019 é que a cristã pôde, finalmente, deixar o país rumo ao Canadá, para reunir-se à sua família.

Helen, da Eritreia, é cantora e, quando estudou teologia, aprendeu muito sobre evangelização. Aquilo tomou conta dela. Ela começou a pregar o evangelho em cafés, igrejas, em todo lugar. Helen compreendeu que quanto mais as pessoas se afastavam de Deus mais problemas tinham. Por isso, ela dizia: “Por favor, se volte para Deus”. 

Certa vez, ela pregou em frente a uma igreja até as autoridades chegarem e a prenderem. “Elas disseram que eu deveria parar de pregar na rua e eu respondi: ‘Não posso parar de evangelizar, pois Deus pede para pregar o evangelho em toda parte. Eu sou uma seguidora de Jesus, não posso parar’. Naquela época as coisas ainda não eram tão rigorosas e me deixaram ir, mas desde então a situação mudou muito.” 

Em 2003, Helen gravou um vídeo de música cristã secretamente. Ele foi vendido em todo o mundo e ficou muito popular entre os jovens cristãos eritreus. A cristã estava feliz porque, apesar de muitas igrejas terem sido fechadas, ela alcançava pessoas com o evangelho. Ela só não desconfiava que a polícia secreta a estava vigiando. Por isso, em uma batida policial, o DVD de Helen foi encontrado e ela presa. 

Eles me prenderam, mas não me interrogaram, nem me levaram ao juiz. Lá, eu notei a grande quantidade de jovens e procurei ajudá-los. Todos estavam muito doentes. Por orar pelas pessoas, eles me mandaram para bem longe da cidade. Decidiram me colocar em um contêiner de metal, onde não conseguiria ajudar ninguém”, conta. 

Helen foi levada para uma prisão destinada a criminosos perigosos bem longe da capital, Asmara. Meses de tortura a esperavam. Parecia impossível viver a fé, a esperança e o amor ali. Apesar das circunstâncias, ela entendeu que podia vencer, afinal, estava ao lado do vencedor. Helen começou a dar estudos bíblicos e cantar com outras mulheres na prisão-contêiner. Ela foi severamente castigada por diversas vezes. “Apesar de tudo, eu ouvi a voz de Deus muito claramente. Eu perguntei a ele: ‘O que é bom nessa tortura? Na tua palavra está escrito que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que creem em ti. O que é bom nisso?’.” Ela entendeu que sofrer por Cristo pode ser um dom de Deus.

O pastor Nadarkhani (a direita), com sua esposa Fatemeh e outro cristão o recebendo em uma de suas solturas da prisão no Irã

O pastor Yousef Nadarkhani, líder de uma das maiores igrejas protestantes do Irã, teve desentendimentos com autoridades iranianas e, por isso, em dezembro de 2006, foi preso com acusações relacionadas à apostasia e ficou detido por duas semanas. 

Depois foi novamente preso em 13 de outubro de 2009 por protestar contra uma decisão governamental que tentava impor o ensino do Alcorão ao seu filho.

No dia 8 de junho de 2010, foi preso de novo, desta vez junto com a esposa, Fatemeh Pasandideh, na cidade de Rasht, no Irã, por causa de atividades cristãs.

Nadarkhani começou como pastor de uma pequena comunidade evangélica e ficou marcado por converter muçulmanos a Cristo. O casal tem dois filhos. 

Pena de morte 

No dia 2 de outubro de 2010, o pastor  foi condenado à morte por enforcamento, por se converter ao cristianismo e encorajar muçulmanos a fazerem o mesmo. A condenação veio de uma corte na província de Gilan, apesar de tal delito não estar presente no código penal do Irã.  A data da execução seria em 24 de outubro do mesmo ano, mas foi adiada por forças de segurança na esperança de que Nadarkhani renunciasse a Cristo e voltasse ao islamismo. O pastor teve 20 dias para recorrer e entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal. A esposa dele foi sentenciada a prisão perpétua. No entanto, depois de uma apelação, ela foi liberada na audiência de 11 de outubro de 2010.

Depois do veredito, o pastor foi transferido do presídio de Lakan para um centro de detenção administrado pela polícia política da República Islâmica do Irã. O pastor enfrentou duas “audiências” adicionais, nos dias 27 e 28 de setembro de 2011, com o propósito principal de o fazerem negar a fé cristã. Os advogados de Nadarkhani tentaram apelar para que a sentença fosse revertida, mas se o tribunal agisse segundo sua própria interpretação da sharia (lei islâmica), ele poderia ser executado no dia seguinte.

Tecnicamente, não havia mais direitos para recursos e sob a interpretação da sharia, o pastor teria direito a três chances de se retratar. Aquela seria sua última chance, porém ele se recusou a negar a fé em Jesus Cristo. Depois disso,  poderia ser executado a qualquer momento, mas não foi o que aconteceu. Ele não foi morto, mas continuou preso.

Petição por libertação 

No ano de 2012, foi feita uma petição ao governo iraniano pela libertação dos prisioneiros. A petição solicitava que o presidente iraniano libertasse imediatamente e suspendesse as acusações contra os prisioneiros cristãos, inclusive o pastor Nadarkhani, que ainda poderia ser executado. Dois juízes o consideravam “passível de pena capital”, como parte da escalada contra a igreja protestante na nação muçulmana. 

Absolvição parcial 

Em setembro de 2012, a justiça voltou atrás e ele foi absolvido da apostasia, mas considerado culpado de evangelizar muçulmanos. No dia 25 de dezembro do mesmo ano, ele foi obrigado a retornar à cela, onde ficou até o dia 7 de janeiro de 2013. Depois disso, muitas falsas notícias circularam dizendo que ele estava morto. 

Nova prisão

Em 13 de maio de 2016, o líder cristão foi novamente detido, mas liberado no mesmo dia. As autoridades iranianas insistem que ele obedeça às leis do país e se converta ao islamismo. Então, em 24 de julho de 2016, ele foi convocado pelo Tribunal Revolucionário do Irã, na cidade de Rasht, com acusações de atividades sionistas e evangelismo de muçulmanos. O pastor tinha uma semana para pagar uma fiança estipulada no valor aproximado de 33 mil dólares, caso contrário poderia ser preso. 

A primeira audiência de Nadarkhani ocorreu no dia 15 de outubro e a segunda, em 16 de dezembro de 2016; porém nada de concreto foi decidido. A sentença máxima deveria ser de seis anos de prisão, porém Nadarkhani esteve preso por quase três anos antes de sua libertação em 2012. Apesar disso, no dia 24 de junho, o veredito foi uma condenação a dez anos de prisão, que só foi recebido em 6 de julho.

Em 4 de outubro de 2017, o advogado do pastor recorreu contra a sentença recebida por implementar igrejas  domésticas e promover o “sionismo cristão”. Nadarkhani também foi sentenciado a dois anos de exílio na cidade de Nik Shahr, localizada no sul do país, longe da família, que vive em Rasht. 

Em 13 de dezembro de 2017, o líder cristão passou por uma audiência de apelação no Tribunal Revolucionário de Teerã, na qual o advogado de defesa apresentou uma defesa oral e escrita, mas sem sucesso. No dia 2 de maio de 2018, uma ordem judicial confirmou a sentença. 

Prisão de Evin 

No dia 22 de julho de 2018, o pastor Nadarkhani foi novamente preso de forma violenta. Cerca de dez policiais iranianos se envolveram na ação e usaram força desnecessária com Yousef e seu filho, apesar de eles não oferecerem resistência. Acredita-se que o pastor foi levado para a prisão de Evin, em Teerã. Essa prisão foi, provavelmente, uma tentativa de intimidar a comunidade cristã.

Em outubro de 2019, o cristão entrou com pedido para novo julgamento, porém, a audiência só aconteceu em maio de 2020. Durante a espera pela decisão judicial, ele permaneceu preso em condições insalubres, mesmo durante a pandemia da COVID-19. A crise de saúde internacional fez com que não houvesse uma audiência formal para analisar o processo e nem fosse necessária a presença do réu diante do juiz Hassan Babaee. Então, em 22 de junho de 2020, a sentença do pastor Nadarkhani foi alterada, obtendo a redução para seis anos. 

A última notícia que se tem sobre o caso é que, de acordo com um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o governo do Irã deteve arbitrariamente o pastor Nadarkhani. Um grupo de trabalho da ONU pediu a libertação do líder e exigiu que o Estado o indenizasse por isso. Além disso, o grupo pede ao governo para "garantir uma investigação completa e independente das circunstâncias em torno da privação arbitrária de liberdade do pastor Nadarkhani e tomar as medidas apropriadas contra os responsáveis pela violação de seus direitos". O cristão continua condenado a dois anos de exílio após sua libertação da prisão de Evin, programada para 2025.

Na noite de 14 de abril de 2014, a Escola Secundária do Governo em Chibok, uma aldeia no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, estava cheia de meninas. Sete caminhões carregados de homens armados percorreram a aldeia em direção à escola - um local predominantemente cristão. No caminho, alguns dos homens atearam fogo em edifícios. Já na escola, dominaram os guardas de segurança e invadiram os dormitórios. Eles estavam vestidos de soldados nigerianos e disseram que a cidade estava sendo invadida, por isso as meninas seguiram suas ordens. Foram reunidas em um auditório jovens entre 16 e 18 anos, que deixaram a escola rapidamente e entraram nos carros que estavam estacionados do lado de fora.   

Além disso, os militantes atearam fogo aos dormitórios e salas do prédio e gritavam: “A educação ocidental (Boko, em hausa) está proibida (haram, em árabe)”. Na ocasião, 275 estudantes, a maioria cristãs, foram sequestradas. Os veículos fugiram, desaparecendo na Floresta Sambisa. 

Cativeiro 

Após serem sequestradas no colégio, as meninas foram levadas a um campo da milícia fundamentalista Boko Haram, na floresta de Sambisa, no estado de Borno,  base espiritual e de operações do grupo. Dessas, 47 meninas conseguiram escapar durante e logo após o sequestro. 

De acordo com organizações de direitos humanos, as meninas em cativeiro foram obrigadas a se casar e, em alguns casos, os sequestradores as venderam como esposas por duas mil nairas cada uma, que dá pouco menos de R$ 30. Além disso, os sequestradores obrigaram as meninas a se converter ao islamismo e ameaçavam degolá-las caso não seguissem as instruções. Há especulações de que várias foram mortas e até submetidas a atentados suicidas. 

Em fuga 

Entre as fugitivas, algumas disseram que os soldados ameaçaram atirar em qualquer um que resistisse. Mais de 50 tiveram oportunidade e coragem de escapar. No entanto, 111 continuam desaparecidas. 

O grupo radical islâmico Boko Haram assumiu a responsabilidade pelo sequestro em massa. Foi o maior sequestro realizado por radicais terroristas, mas era apenas uma parte da maior campanha de sequestros iniciada pelo grupo. 

Libertação 

Nenhum resgate foi pago por qualquer uma das meninas do Chibok. Algumas das que escaparam conseguiram fugir e voltar à vila em que viviam porque uma delas tinha um celular escondido em sua roupa. Ela entrou em contato com os pais, que lhe disseram para continuarem caminhando em direção oeste até chegarem à fronteira. 

Alguns relatórios apontam que, depois de livres, algumas sentem vergonha de voltar para casa por terem sido forçadas a se casar com extremistas e por terem tido bebês com eles. Aquelas que querem voltar são justamente as que negaram se converter ao islã. 

Em outubro de 2014, o governo nigeriano afirmou que as garotas deveriam ser libertadas após uma trégua acordada com o grupo militante islâmico Boko Haram. Porém os extremistas negaram a existência de um acordo de cessar-fogo com as autoridades governamentais. 

“Nós as casamos com muçulmanos e todas elas estão nas casas de seus maridos. As mais de 200 meninas de Chibok se converteram ao islã e confessaram que essa é a melhor religião. Ou os pais aceitam isso e se convertem também, ou eles devem morrer”, foram as palavras de um homem que dizia ser o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, em um vídeo divulgado em 1º de novembro de 2014

As meninas soltas 

Após os insurgentes fugirem com mais de 200 meninas, cerca de metade, somente, está em liberdade. As solturas se deram:

  • Em 18 de maio de 2016, quando soldados nigerianos descobriram Amina Ali Darsha Nkeki, de 19 anos, próximo a Damboa, no Sul de Maiduguri, com um bebê de quatro meses e seu “marido”, na Floresta Sambisa.
  • Em 13 de outubro de 2016, o Boko Haram soltou 21 meninas.
  • Em 5 de novembro de 2016, soldados encontraram Mary Ali Maiayanga que escapou com um bebê de 10 meses em Pulka, Gwoza.
  • Em 6 de maio de 2017, outras 82 meninas foram soltas.
  • Em 5 de janeiro de 2018, uma menina, Salomi Pogu, foi resgatada.
  • Em 25 de janeiro de 2021, Halima Ali Maiyanga conseguiu fugir de militantes do Boko Haram com outros 100 cativos. Ela é meia-irmã de Mary Ali Maiyanga, que foi resgata em 2016. 

O acesso a qualquer das meninas soltas é rigidamente controlado. Segundo informações da associação de pais, 39 das primeiras meninas libertadas permanecem na Universidade Americana na Nigéria, no estado de Adamawa, 17 estudam nos Estados Unidos , duas já se formaram, e uma se tornou  pilota de avião. 

Reações ao sequestro 

O governo da Nigéria demorou a responder sobre o caso. Repetidas garantias de que as meninas seriam libertadas em poucas horas evaporaram.  Entidades como a ONU e personalidades, como o prêmio Nobel de Literatura nigeriano Wole Soyinka, pediram a libertação das meninas, havendo também campanhas pela internet e manifestações em todo o mundo.

Pessoas proeminentes no cenário internacional, desde a paquistanesa Malala Yousafzai – Prêmio Nobel da Paz –, até a então primeira-dama norte-americana, Michelle Obama, foram a público apoiar a causa das pequenas cristãs sequestradas, com a hashtag #bringbackourgirls (tragam nossas meninas de volta). 

A campanha “Bring Back Our Girls”, criada pelos nigerianos e que ganhou projeção mundial, tem como objetivo chamar a atenção da humanidade sobre esses crimes que acontecem e que ficam impunes. Milhares de garotas são lançadas ao abuso, maternidade precoce e privadas de um futuro. Além disso, milhares de famílias também são destruídas. 

Um grupo de mães das reféns protestou em frente à Assembleia Nacional da Nigéria para denunciar a falta de informação por parte do governo sobre o caso e exigir mais esforços para o resgate. 

Um ano após o sequestro, o líder do grupo, Abubakar Shekau, lançou um vídeo de 57 minutos em que dizia estar com as meninas. Sua intenção era islamizá-las e vendê-las ou forçá-las a casar com membros do grupo. 

Trabalho da Portas Abertas

A Portas Abertas esteve ao lado das famílias nesse momento tão delicado e doloroso, ajudando a cuidar do físico, espiritual e emocional. As famílias receberam alimentos e medicamentos, além de participarem de seminários específicos para curar os traumas sofridos. Também foram realizadas campanhas de cartões para eles. Porém o que eles mais pedem são orações para que permaneçam fortes em todos os sentidos.

Leopoldo é um pastor mexicano casado com Silvia. Eles cresceram, viveram e criaram os três filhos em San Juan Ozolotepec, uma pequena cidade no interior do México onde a religião católica é predominante. Apesar de terem a mesma fé, eles foram perseguidos por serem cristãos evangélicos, algo que não é aceito naquela comunidade. 

Ambos eram católicos e viviam uma vida pacífica, mas tudo mudou quando, em 2002, uma pessoa disse a Leopoldo para ler a Bíblia. Isso despertou algo nele e, seguindo esse conselho, ele viu que a forma de vida que levava estava errada. Algumas pessoas na comunidade começaram a ver a mudança na vida de Leopoldo e se uniram para criar uma congregação. Em cinco anos, Leopoldo se tornou pastor de um pequeno grupo e foi aí que a perseguição começou.

A comunidade não gostou do crescimento do grupo e, em uma tentativa de detê-lo, começou a persegui-lo. Como líder do grupo, o pastor Leopoldo e sua família eram o alvo principal. Desde então, a família tem sofrido represálias: a comunidade cortou a água e eletricidade da casa, baniu os filhos do casal de frequentar a escola, eles não podem ser atendidos na clínica médica da cidade, até mesmo danos a sua casa foram causados. 

Entretanto, em meio a isso, a família permaneceu firme em Deus. Esses foram anos difíceis com muita luta. Mas em 2013 algo aconteceu que mudou tudo. Era uma manhã normal para a família. Leopoldo, Silvia e um dos filhos estavam tomando café quando ouviram uma multidão se aproximando. O objetivo: matar o pastor. Quando eles chegaram à casa, pegaram o pastor à força e o arrastaram para o centro da cidade. Silvia, não sabendo o que fazer, seguiu a multidão por um momento, mas com medo de ser pega também, voltou para casa e não viu o que aconteceu com o marido. 

Momentos de desespero 

Em casa, ela podia ver pela janela uma multidão se movendo ao redor da casa. Ela achou que eles estavam atrás dela e do filho, por isso ficou lá dentro, olhando e cuidando do filho. Entretanto, depois de alguns momentos, ela percebeu que a multidão queria destruir a igreja, que ficava em frente à casa. Silvia viu o templo ser destruído e podia ouvir as pessoas dizendo que a casa dela seria a próxima.

Orando e sem ter o que fazer, Silvia pediu ajuda para seus parentes pelo telefone antes da conexão com a internet cair. Enquanto isso, Leopoldo estava nas mãos da comunidade. Ele foi levado para o centro da cidade, onde um grupo estava reunido gritando: “Matem ele, queimem ele”. No meio de todos esses gritos, um em particular chamou a atenção do pastor: “Nós queremos ver o Deus que você prega, o Deus que você acredita, se ele pode salvá-lo de nossas mãos”. Naquele momento, ele sentiu paz no coração e, em sua mente, estava a palavra de Deus e o sofrimento de Jesus. 

“Quando eu ouvi aquelas ameaças e tudo que eles estavam gritando para mim, era algo que não me deixou com medo, porque eu sabia que a palavra do Senhor estava se cumprindo. Eu nunca pensei que minha vida poderia ser como um instrumento nas mãos de Deus”. 

As pessoas começaram a despi-lo, chutá-lo, puxar seu cabelo, mas ele continuou clamando a Deus por ajuda, e que eles apenas o colocassem na prisão. Naquele momento, uma pessoa veio de longe e o chutou nas costelas, fazendo-as quebrar. Ele não podia mais se mexer. Foi quando alguém o arrastou até a prisão e ele estava livre da multidão, mas seu corpo estava machucado. E a multidão queria procurar outros cristãos. 

Leopoldo ficou na prisão por quatro dias, sem qualquer assistência médica e sem poder receber visitas. Depois desse tempo, a polícia negociou a soltura do pastor da prisão, mas ele teve que ser levado escondido em um carro para que a multidão não o atacasse novamente. Silvia e o filho também saíram da cidade escondidos, deixando para trás casa, pertences e a cidade onde sempre viveram. 

Tratando as cicatrizes deixadas no coração 

Esse episódio de perseguição afetou grandemente a família de Silvia e Leopoldo. A Portas Abertas, por meio de colaboradores de campo, ofereceu ajuda à família. Um projeto financeiro foi preparado: um mototáxi. Por meio disso, a família poderia se sustentar. Além disso, a família participou de um seminário pós-trauma, realizado em parceria com um especialista no assunto. O seminário tinha como foco ajudar cristãos perseguidos no México a lidar com seus traumas e alcançou diversas famílias. 

Apesar de tudo, Leopoldo continua grato a Deus: “Eu sou grato ao Senhor porque ele nos mostrou sua vontade por meio desse testemunho. Hoje, nós podemos dizer que há gratidão em nós porque Deus nos permitiu viver essa situação para que o nome dele seja glorificado e proclamado em cada um daqueles que passam por perseguição”.

No dia 13 de fevereiro de 2017, o pastor Raymond Koh, da Malásia, foi abordado por homens em três SUVs pretos por volta das 10h30 e levado por 15 homens em plena luz do dia. No dia seguinte, Jonathan Koh foi até a Delegacia de Kelana Jaya e comunicou o desaparecimento do pai. Em 22 de fevereiro, o inspetor-geral de polícia da Malásia, Khalid Abu Bakar, promete à imprensa criar uma força-tarefa para encontrar o pastor Koh. 

No dia 6 de março, policiais apresentaram atualizações da investigação à família Koh, que não teve autorização para levar advogados ou conselheiros. No dia seguinte, os policiais deram três possíveis razões para o sequestro do pastor: vingança, evangelismo de muçulmanos ou interesse em pagamento de resgate. No dia 23 de março, Susanna Koh entregou à polícia uma carta com dúvidas da família sobre a investigação e depoimentos públicos de policiais.

Comissão de Direitos Humanos

No dia 4 de abril, cristãos se reuniram em oração após 50 dias do desaparecimento do pastor Koh. No dia seguinte, um jornal publicou relatos de adolescentes muçulmanos evangelizados pelo pastor. A polícia disse estar investigando, mas não comunicou a família sobre denúncias. No dia 20 de abril, a Comissão de Direitos Humanos da Malásia (SUHAKAM) recebeu um memorando com a denúncia de desaparecimento forçado do pastor Koh. No dia seguinte, o presidente da SUHAKAM, Razali Ismail, anunciou uma investigação independente sobre o caso. 

Em 5 de maio, Susanna participou de uma coletiva de imprensa da CAGED (Cidadãos Contra o Desaparecimento Forçado), criada para defender a causa de malaios desaparecidos. No dia 15, a família apelou ao WGEID (Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários), para que relatasse o sequestro como "desaparecimento forçado”. Em 23 de maio, 100 dias após o sequestro, a família Koh se reuniu com jornalistas e mostrou seu desapontamento com as investigações policiais. No dia seguinte, a polícia disse ter prendido um suspeito do sequestro, mas nunca comunicou a prisão ou soltura do suposto culpado.

No dia 16 de junho, a SUHAKAM emitiu uma declaração à imprensa reiterando que a comissão estava investigando os sequestros. No dia 25, a imprensa relatou uma operação policial em Kedah e Perak que levou a novas pistas sobre o caso. Um mês depois, em um evento de imprensa, a polícia afirmou que Raymond Koh foi sequestrado por partidos ligados a um sindicato de tráfico humano no Sul da Tailândia. 

Em 9 de agosto, a SUHAKAM anunciou um inquérito público sobre o desaparecimento. No dia 19 de outubro, começou o inquérito público conduzido pela SUHAKAM. Os integrantes incluíam Datuk Mah Weng Kwai (presidente), Prof. Datuk Dr. Aishah Bidin e Dr. Nik Salida Nik Saleh. Em 2 de novembro, a família Koh comemorou o aniversário de 63 anos do pastor Raymond na audiência. 

Em 16 de janeiro de 2018, a polícia prendeu um suspeito e o acusou perante o tribunal pelo sequestro do pastor Koh. No dia 13 de fevereiro, um evento de oração foi realizado após um ano de desaparecimento do pastor. Em 24 de junho, o grupo CAGED organizou uma vigília solidária para mostrar apoio à família do pastor Raymond Koh. No dia 27 de agosto, um delator acusou o inspetor-geral da polícia, Khalid Abu Bakar, de ter conhecimento prévio e aprovar o sequestro do pastor Koh. 

Entrega de petição 

No dia 3 de outubro de 2018, a Portas Abertas entregou uma petição com mais de 14 mil assinaturas à embaixada da Malásia no Brasil, pedindo que as investigações fossem intensificadas. No dia 2 de novembro, foi o aniversário de 64 anos do pastor Raymond Koh. 

Em 2019, no dia 13 de fevereiro, a família Koh apresentou um memorando ao Gabinete do Primeiro-Ministro, pedindo uma nova investigação com equipe independente. Em 3 de abril, a SUHAKAM divulgou descobertas em um relatório, afirmando que o pastor Koh foi vítima de desaparecimento forçado pelo Estado. Com isso, em 23 de maio, o governo prometeu uma força-tarefa especial para investigar o desaparecimento dele. 

Lançamento do livro 

No dia 26 de junho, a família Koh expressou sua decepção com a nomeação da equipe de membros da força-tarefa especial por conta do envolvimento deles com a polícia, acusada de sequestrar o pai da família. Em 3 de julho, houve o lançamento oficial do livro "Onde está o Pastor Raymond Koh?", escrito por Lee Hwa Beng e Stephen Ng. 

Em 30 de agosto, a SUHAKAM intimou o governo do país a ratificar a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra o Desaparecimento Forçado (ICPPED), por estarem investigando o caso como desaparecimento e sequestro comum. No dia 9 de outubro, Susanna relatou que membros da força-tarefa haviam feito um novo interrogatório com ela e o filho Jonathan, que mais pareceram assédio. Em 16 de novembro, a família organizou um evento por causa dos mil dias do sumiço do pastor Raymond Koh. Na mesma data, a força-tarefa completou 5 meses. 

Processo contra a polícia 

No dia 12 de fevereiro de 2020, Susanna entrou com um processo contra funcionários da polícia, bem como o governo, quanto ao suposto sequestro do pastor pelo Estado. Em 4 de março, ela recebeu o prêmio Mulheres de Coragem Internacional dos Estados Unidos da América 2020. 

Em 30 de agosto, Dia Internacional do Desaparecimento Forçado, Susanna enviou uma mensagem à Portas Abertas dizendo: "Não vamos desistir ou perder a esperança. Confiaremos em Deus para que a verdade e a justiça prevaleçam". Em 5 de novembro, Susanna pediu orações porque os advogados estavam preparando documentos e provas para um pré-julgamento.  

No dia 10 de dezembro, Susanna conversou com a Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF, na sigla em inglês) e ganhou mais apoio internacional para o caso. Em 13 de fevereiro de 2021, o sequestro do pastor Raymond Koh completou quatro anos. Após esse período, as buscas continuam e a família, os amigos e a comunidade cristã ainda lutam para encontrar respostas sobre o desaparecimento do líder cristão.


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE