Igrejas e cristãos sofrem com possíveis novas restrições
O prefeito também emitiu uma proibição contra a realização de cultos em locais públicos.
“A igreja nunca vai desistir de ter o direito de realizar suas reuniões”, disse uma fonte local, que é um cristão, membro da igreja (Gereja Kristen Indonésia, ou GKI) que mora na região de Bogor e preferiu o anonimato.
Em meio ao impasse, a liberdade religiosa para grupos como a GKI seria drasticamente reduzida sob a “Lei de Tolerância Religiosa”, atualmente em consideração pelo Ministério de Assuntos Religiosos. Um debate constitucional sobre o projeto de lei será realizado.
Em 9 de outubro, policiais entraram em confronto com os cristãos nas ruas em frente ao templo da igreja, que estava lacrado, impedindo-os de se reunirem. Após receber as queixas do evento, o chefe da polícia acusou os membros da igreja de iniciar o tumulto.
Desafiando uma ordem da Suprema Corte do começo deste ano, que permitia à GKI realizar cultos, o prefeito de Bogor, Diani Budianto, cancelou a permissão da igreja para se reunir, selou o templo e proibiu os membros de realizar cultos em locais públicos.
A autorização foi conseguida com muito esforço. Nos termos de um Decreto Ministerial de 2006, todas as igrejas devem atender a critérios estritos para se qualificar uma igreja como legalizada, incluindo a prova de que possui pelo menos 90 membros, assinaturas de aprovação de 60 moradores locais e aprovação das autoridades da vila e de um fórum religioso.
Oficiais da GKI, desde então, disseram que as autoridades locais se recusaram a transferir os cultos da igreja para outro prédio, citando o caso da igreja protestante de Batak, em Bekasi, Java, que foram despejados sem aviso prévio e tiveram os pedidos de licença negados para construir um novo prédio.
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