Cristãos egípcios se preocupam com o futuro do país
Eles se reuniram em um beco e colocaram todos os símbolos cristãos nas paredes. Os moradores ouviram uma simples mensagem: para proteger suas famílias, os cristãos devem votar nas eleições parlamentares que começam no final desse mês. Caso contrário, o Egito pode ser controlado pela Irmandade Muçulmana, que está mobilizando seus apoiantes.
Um dos oradores advertiu aos cristãos que eles devem lutar para que o Egito se torne um estado laico e que as leis sejam moderadas e tolerantes. “Se você não for votar, você terá que arcar com as consequências de sua decisão”, disse um dos oradores.
Segundo Dina beshay, um mulher de 29 do bairro, os cristãos começaram a sentir mais medo desde o começo da revolução. Ela disse que se a Irmandade Muçulmana seria um “grande choque”, pois os cristãos se sentem marginalizados.
As pessoas não costumam falar diretamente sobre as tensões sectárias que tem ocorrido por trás das eleições. Isso é um medo que tem se tornado constante para a minoria de cristãos coptas egípcios.
A principal questão nesse contexto é descobrir se os novos governos e as democracias irão fortalecer os partidos islâmicos no mundo árabe ou se as minorias religiosas poderão ter esperança em um futuro melhor para eles.
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