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Refugiados norte-coreanos continuam comentando a morte de Kim Jong-Il

Portas Abertas • 03 jan 2012

Como o resto do mundo, refugiados norte-coreanos ficaram chocados ao receberem a informação de que o “Querido Líder” havia falecido. Poucos vão chorar por sua morte, mas ainda é difícil se acostumar com a ideia de que o homem que era adorado no país faleceu.


Cristãos norte-coreanos que fugiram do país, ao assistirem aos noticiários sobre a morte do antigo ditador, dividem sentimentos contraditórios. Para eles, é doloroso ver a histeria em massa da população, mesmo quando foi na morte de Kim Il- Sung


“Eu me lembro de estar de pé em frente a sua estátua, mas não sentia nada”, disse um dos refugiados para a Portas Abertas. “Mas eu tinha que chorar senão seria punido. Então usei uma agulha, e apertava ela contra a minha pele para que pudesse chorar. Eu acho que a maioria das pessoas que estão chorando em público pela morte de Kim Jong-Il estão fingindo.”


Outro refugiado teve uma reação diferente: “Pessoas morrem, é a vida. O que me deixa mais preocupado é com o que pode acontecer depois. Eu espero que Kim Jong-Um tome sérias atitudes e remova as barreiras políticas do país”.


O refugiado Joo-Eun, que conversou com a Portas Abertas, disse: “Quando soube que Jong-Il havia morrido, foi como se eu sentisse um choque em meu corpo. Eu havia visto meu filho nascer na semana passada e dei o nome a ele de ‘Joo Hyun’, que significa ‘Presença de Deus’. E agora Jong-Il morreu. Eu vejo isso como uma mensagem de Deus.”


E ele continua dizendo: “Eu quero encorajar as pessoas a continuar orando, mesmo que não saibam os motivos específicos. Eu estou otimista e acho que muito em breve, poderei voltar para minha terra natal com minha família.”.