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Após pressão de extremistas islâmicos, autoridades fecham igrejas na I

Portas Abertas • 08 maio 2012

Os protestos iniciados por uma ala de radicais islâmicos resultou no fechamento de três igrejas cristãs na província de Aceh, a única na Indonésia onde a lei islâmica (sharia) foi decretada.


De acordo com os radicais, as igrejas eram ilegais e eles exigiram – fazendo ameaças – a intervenção das autoridades. Para fechar as igrejas, o governo local usou como pretexto o argumento de que ostemplos não tinham a licença de construção, necessária para sua utilização. Um dos três prédios é uma pequena capela católica histórica, que existe há quase 40 anos e que recebe dezenas de fiéis durante os cultos.


Apesar de estar em uma área de maioria muçulmana, a província de Aceh sempre foi caracterizada por um forte “”espírito de tolerância”” e este é o “”primeiro caso”” de intervenção das autoridades contra os lugares de culto da minoria cristã.


A Igreja Católica Napagaluh, na verdade, é um “”pequeno prédio histórico””, uma capela de oração – undung-undung na língua local – que foi inaugurada em 1974 e é frequentada por dezenas de fiéis a cada semana para orações. Em 38 anos nunca houve quaisquer incidentes, protestos ou tensões com os moradores locais, que são de maioria muçulmana.


O fechamento é resultado de uma longa série de protestos promovidos nos últimos meses por movimentos extremistas islâmicos da região. Entre eles o Fórum Muçulmano Singkil, que acusa a “”proliferação”” de igrejas cristãs na região. Em particular, eles acusam a construção de 27 casas de oração, quando, segundo um “”acordo consensual”” feito em 2001 entre cristãos e muçulmanos, há apenas uma igreja permanente e quatro undung-undung (capelas de oração).


Na Indonésia, as minorias religiosas, como os cristãos, experimentam discriminação em serviços públicos, como a negação da emissão de certidão de nascimento, casamento e carteira de identidade. A sociedade indonésia, em geral agitada por muçulmanos fundamentalistas, apresenta uma tolerância cada vez menor às pessoas que abandonam o islamismo para seguir outra religião.


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