Médicos confirmam incapacidade mental de menina paquistanesa
Publicado em 29 ago 2012
Nessa segunda-feira (27), médicos no Paquistão examinaram a menina cristã Rimsha Masih, presa na sexta-feira (17), sob a acusação de blasfêmia, para determinar sua idade e capacidade mental (Leia Polícia paquistanesa prende menina de 11 anos por blasfêmia). Os resultados foram apresentados ao tribunal nessa terça-feira (28).
Segundo a agência EFE de notícias, a equipe médica oficial que realizou o exame confirmou a incapacidade mental da garota, que permanece detida à espera de uma decisão judicial. O diretor da Liga Ecumênica do Paquistão (APIL), Sajid Ishaq, disse à EFE que o relatório médico tornado público constata que a menina é menor de 14 anos e sofre de retardamento mental.
Em entrevista à BBC, o advogado de Rimsha explicou que “”ela está sendo mantida em uma prisão de segurança máxima após uma multidão enfurecida tê-la acusado de profanar páginas do Alcorão. Seus defensores dizem que ela foi acusada injustamente”, e acrescentou que quanto às evidências do caso, ainda não está devidamente comprovado se a menina, de fato, queimou páginas do Alcorão ou se as folhas só foram encontradas em sua bolsa.
Para à EFE, Sajid Ishaq alertou ainda: “”Rimsha já não poderá viver neste país, é perigoso demais””, ao lembrar que muitos acusados de blasfêmia são mortos por seus acusadores, que decidem fazer justiça com suas próprias mãos.
“Especialistas denunciaram a ilegalidade da detenção de uma adolescente e pediram a anulação das acusações feitas a uma pessoa cuja capacidade mental a impede sequer de entender o delito da qual é acusada. Segundo testemunhas, a menina saiu em busca de papel para usar como combustível em sua casa e por engano recolheu versos do Corão”, afirma a reportagem da EFE.
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Medo de ataques
De acordo com Orla Guerin, correspondente da BBC em Islamabad, o advogado de Rimsha disse que quando a viu na prisão, no último fim de semana, ela chorou e implorou para ser libertada.
Seus pais foram levados em custódia protetora após ameaças; muitas outras famílias cristãs fugiram do bairro, temerosas da violência.
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