A liberdade religiosa está ameaçada em toda a Ásia
Publicado em 20 out 2012
Emitido na última terça-feira (16), em Roma, pela fundação Aid to the Church in Need (Ajuda à Igreja que Sofre, tradução livre), o relatório destacou um "ano terrível" para o Paquistão, após o assassinato de dois líderes políticos, Salman Taseer e Shahbaz Bhatti , unicamente por terem se posicionado contra a lei da blasfêmia vigente no país.
A China viveu "enormes violações da liberdade religiosa", acrescentou o documento; enquanto o Vietnã parecia estar seguindo seu vizinho do norte, promovendo grupos religiosos patrióticos em oposição à Igreja.
Myanmar fez pouco progresso em direção à tolerância de religiões minoritárias, apesar de suas recentes reformas políticas; ao mesmo tempo que, na Coréia do Norte, a liberdade religiosa continua a ser "totalmente negada."
Enquanto isso, segundo o relatório, a Índia testemunhou a aplicação crescente de leis anti-conversão, que coincidiu com um aumento nos ataques contra as minorias.
Ao falar no lançamento do relatório, John Dayal, secretário-geral do Conselho Cristão da Índia, disse que o aumento rápido e recente de grupos extremistas hindus em oposição ao que eles percebem como uma ameaça islâmica foi o principal fator por trás do agravamento da perseguição religiosa em 2011. "A Índia está em um estado de negação", disse ele. "O país se recusa a reconhecer que há violência deste tipo."
O menor grupo no sistema de castas da Índia representa 60% dos cristãos no país; a possibilidade de que os "intocáveis" se unam através do cristianismo e possibilitem uma ameaça "à política das castas superiores" fez com que autoridades agissem lentamente proibindo o direito de escolha a uma fé religiosa, explicou Dayal.
Em outros lugares, os ataques de muçulmanos contra cristãos continua. No sul das Filipinas, no ano passado, assim como em Bangladesh e Sri Lanka, a intolerância entre religiões diferentes pode ser constatada em várias ocasiões.
A Tailândia, porém, foi considerada como um dos poucos pontos brilhantes, um dos primeiros países da Ásia a conseguir "progresso em diálogo inter-religioso".
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