Por que o Domingo da Igreja Perseguida?* (4)

| 03/05/2005 - 00:00


Porque eles são nossos irmãos.

Há duas semanas, o tema deste espaço foi unidade, um objetivo ligado à atuação da igreja como Corpo. Hoje, o que se coloca é a fraternidade, um atributo de convivência em família.

Muitas vezes, a convivência entre irmãos é complicada. Não é difícil apontar uma família onde os irmãos não se dão bem, onde houve uma briga que o tempo não foi capaz de apaziguar.

Há, também, as situações em que, mesmo não havendo conflitos, não há proximidade e os irmãos não desenvolvem uma ligação boa, não procuram se ajudar, quer dizer, não há fraternidade.

A Bíblia tem todo tipo de exemplos.

Começa no Antigo Testamento com Caim e Abel, o caso clássico em que o conflito é tão forte que leva ao assassinato de um pelo outro. Um segundo exemplo é o da rivalidade entre os filhos de Jacó em que um deles, José, depois de ser vendido pelos irmãos, chega a ocupar um cargo de altíssima importância no grande império da época - o Egito - e termina provocando a reconciliação com seus irmãos. Ainda na linha da inimizade, o Novo Testamento traz a parábola do filho pródigo em que o irmão mais velho não se mostra muito satisfeito com o retorno do irmão mais novo.

Entre os casos de intensa comunhão, um exemplo marcante é o de Davi e Jônatas que, mesmo não sendo de uma mesma família, tratavam-se como verdadeiros irmãos.

O que dizer da família de Cristo?

Que tipo de convivência deve haver entre irmãos em Cristo? Irmãos em Cristo são aqueles nascidos da mesma fonte, o sacrifício do Senhor. São as pessoas nascidas de novo, conforme o diálogo entre Jesus e Nicodemos descrito em João 3.

Parece óbvia a resposta mas a realidade não se mostra tão óbvia. Infelizmente, verifica-se muita inimizade, muita rivalidade, muito ciúme, muita desconfiança...

Falta fraternidade.

Em I Timóteo 5-8 lê-se que: "se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente". Este texto fala da família carnal e sua aplicação primeira é para nossos irmãos e irmãs filhos de nosso pai e nossa mãe. Mas, será que seria errada sua aplicação para a família da fé?

Seria um exagero entender que Paulo instruiria Timóteo a, no mínimo, tratar os da família da fé da mesma maneira que o fazia em relação aos parentes na carne? A própria Bíblia pode ajudar a responder, num versículo relativo à família em Cristo
Em Gálatas 6-10 lê-se: "portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé".

Isso não vale só para os vizinhos de banco de igreja. Ou para os membros de grupo pequeno - a célula -  e os colegas de escola dominical. É muito importante que haja ligação também às pessoas de outra cidade, outro estado, outro país e de outros contextos.

Contextos favoráveis e outros não tão favoráveis. Temos de nos informar, criar consciência, nos mobilizar. Não podemos ficar indiferentes.

Pensando nos irmãos perseguidos, o dia 22 de maio é a oportunidade perfeita para fortalecer-se a fraternidade com esta parte de nossa família. Não deixe de participar.

22 de maio de 2005, Domingo da Igreja Perseguida: porque eles são nossos irmãos.

Douglas Monaco - Secretário Geral Portas Abertas Brasil

*Conforme promessa feita em "Um dia para marcar a história de sua igreja", entre 12 de abril e 10 de maio, este espaço discutirá cinco motivos para participar do Domingo da Igreja Perseguida. Hoje o tema é "Porque são nossos irmãos". Na semana que vem, o tema será "Porque Jesus mandou".


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE