Dias difíceis para governo e cristãos somalis

O presidente somali Sharif Sheikh Ahmed tem grandes desafios pela frente. Ele é o líder do 15º governo provisório do país.

Observadores estão convencidos de que Ahmed é a melhor chance de a Somália ter paz. Mas a situação toda ainda é um tiro no escuro, não importa como seja encarada.

O presidente Ahmed é considerado moderado de acordo com os padrões somalis. Antes de se tornar presidente, no fim de janeiro de 2009, ele era o cabeça da União das Cortes Islâmicas (UCI), que governou a capital Mogadíscio por seis meses, antes de ser expulsa pelas tropas etíopes.

Em 2008, a UCI combateu o governo da Somália, acompanhada de sua ala militar, al-Shabaab, fundada por Sheikh Hassan Dahir Aweys.

Ao fim de 2008, Ahmed e Dahir Aweys não eram mais aliados. Enquanto Ahmed queria o diálogo, al-Shabaab queria a jihad.

Assim, Ahmed deixou a chamada Aliança pela Re-liberação da Somália  e tornou-se presidente do governo interino do país, na esperança de trazer al-Shabaab e seu fundador para o seu lado.

Ahmed, entretanto, é moderado demais para o al-Shabaab. A adoção da sharia, lei islâmica, também parece não ter impressionado muito.

O grupo militante está ofendido com o fato de Sharif Ahmed ter se vendido ao ocidente “cristão” ao participar do processo de paz intermediado pela ONU e por aceitar a ajuda estrangeira.

Al-Shabaab, em árabe, quer dizer “os jovens”. São jovens inquietos, impulsivos e exigentes como só jovens podem ser. Acredita-se que essa organização secreta e brutal seja representante da al-Qaeda na Somália.

No final de abril, Dahir Aweys retornou da Eritreia, para onde foi em 2006. Tido por alguns como líder espiritual, ele foi bem-recebido pelo presidente Ahmed e convidado a participar das negociações, mas sem resultado. Dahir Aweys aparentemente quer distância de Ahmed, não apoiando as tentativas de paz.

Em meio ao caos, há uns poucos cristãos cujas vidas isoladas ficaram ainda mais complicadas depois que o presidente adotou a sharia. Não há igrejas, comunhão e nem a leitura casual do Livro que contém o ânimo necessário para dias como esses.

Há chances raras de se acessar sites que oferecem contato com cristãos de países livres. “Os dias são perigosos” é uma frase comum. “Ore por mim” é um pedido comum.

É oficial. Na Somália, a força humana falhou em todas as tentativas. E continuará a falhar. A única esperança do país está nos cristãos que eles odeiam. Os poucos convertidos que amam o Senhor estão aprendendo a confiar apenas nEle, dia a dia. Interceda por eles, enquanto aprendem sobre a fidelidade de Deus.

Com informações da BBC e Reuters