Vinte anos se passaram

Especial 20 anos da queda do Muro de Berlim

A liberdade não resolve todos os problemas da Igreja. Quando a fronteira se abriu, tudo e todos puderam passar: seitas religiosas, literatura pornográfica, tráfico de drogas, a máfia etc.

Galina Vilchinskaya ficou presa na Era Soviética porque havia passado o verão ensinando em um acampamento para crianças cristãs, no interior da Ucrânia. Após anos ela escreveu: “Por favor, orem pelas crianças de nossa cidade. Nos anos modernos, elas têm menos interesse por Deus, pela Bíblia e pela igreja do que durante o período logo após a queda do comunismo. A prosperidade tem seu preço. As crianças estão se distraindo com as coisas do mundo”.

O mesmo aconteceu com alguns líderes de igreja. As missões do Ocidente chegaram aos montes, procuraram contatos, ofereceram educação e viagens. O novo materialismo era uma tentação.

O Irmão André disse: “A liberdade trouxe a falta de coesão. Por um lado eles se tornaram como as igrejas do Ocidente. Será que temos uma mensagem para a falha deles quando nós mesmos temos falhado?”.

Passados vinte anos, há sinais de que a igreja desfruta da liberdade. A Portas Abertas se relacionou com as missões da Rússia, Sibéria e Ucrânia para entregar um milhão de Bíblias para crianças da antiga União Soviética. 

Paulo Unguryan, cristão e membro do Parlamento ucraniano, anunciou que agora há um grupo de oração no edifício do Parlamento ucraniano em Kiev. “Isto é um milagre de Deus!”, ele disse. “Unimo-nos às terças-feiras de manhã para ler a Bíblia e orar ao Senhor”.

A Ucrânia é um dos antigos estados em que a igreja experimentou a perseguição e que agora é ativa em oração e ajuda à Igreja Perseguida em outras partes do mundo. Tem sido uma grande alegria ver o livreto de oração da Portas Abertas sendo traduzido e circulando nos locais. 

Assista ao vídeo que conta a atuação da Portas Abertas Internacional durante o período comunista europeu e soviético.