No deserto

| 03/10/2009 - 00:00


Especial 20 anos da queda do Muro de Berlim

Em 1979, Galina Vilchinskaya tinha 21 anos, e havia passado o verão ensinando em um acampamento para crianças cristãs no interior da Ucrânia.

Ela estava indo para casa para se preparar para seu casamento, mas quando o trem parou no caminho, a KGB apareceu (KGB é a sigla usada para se referir à polícia secreta da antiga União Soviética). Eles prenderam Galina e outros líderes, deixando as crianças sozinhas na estação, sem supervisão alguma. O garoto mais velho, de apenas 14 anos, lembrou o nome de um cristão daquela cidade. Isso foi o suficiente para que todas as crianças fossem para casa com segurança.

No entanto, Galina foi levada para um campo de concentração a 11.200 km de distância de sua casa. Neste campo primitivo – cheio de criminosos, doentes e sem condições sanitárias – ela lutou para sobreviver. Sua saúde ficou muito debilitada, seus cabelos e dentes caíram.

Mas mesmo com as ameaças dos oficiais do campo, Galina continuou a compartilhar o evangelho com alguns presos. “Eu não vim aqui para sentar e ficar com meus braços cruzados”, disse ela. “Eu sou compelida a falar de Cristo”. Em uma cela com 44 presos, 40 deles se converteram por meio de seu testemunho.

Quando os governadores da prisão descobriram o que estava acontecendo, ela foi transferida para outra cela, com pessoas de alta periculosidade. Ela se apresentou e dividiu um pouco de comida que tinha acabado de receber durante a visita dos parentes. A primeira pergunta que o líder da cela fez foi: “Você irá nos ensinar a orar?”.

Galina ficou presa durante quatro anos. Ela escreveu aos seus pais: “Nesse deserto, eu sou mais necessária do que quando estou em liberdade. Aqui existem muitas pessoas com grande fome espiritual – pessoas que foram rejeitadas pelo mundo”.

A Portas Abertas realizou uma campanha em favor de Galina. Milhares de cristãos no Ocidente oraram por ela. Após sua liberdade, ela se casou com Ivan Shapoval, apesar da oposição da KGB, e começaram uma nova vida na Sibéria.

Então os muros caíram. Anos depois, a Sibéria regozijava com a liberdade religiosa. Ivan se tornou um pastor Batista, eles tiveram cinco filhos e Galina continuou organizando acampamentos de verão para crianças. 

Assista ao vídeo que conta a atuação da Portas Abertas Internacional durante o período comunista europeu e soviético.


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