Por um almoço de Páscoa com sentido

| 31/03/2010 - 00:00


Tudo começou com um jantar. Os acontecimentos que culminaram com a morte redentora de Cristo tiveram início em uma refeição, preparada pelos discípulos na casa de “um certo homem”. (Mateus 26.17-30)

Foi ali, diante da mesa posta, que Jesus lavou os pés dos discípulos e que Judas foi revelado como traidor. Foi ali também que se instituiu a ceia do Senhor e que Jesus reiterou a promessa de voltar a cear com os discípulos em um dia especial.

O clima daquele jantar em nada se parece com a agitação das ruas e dos shoppings, com os anúncios massivos dos supermercados disputando a clientela que, por sua vez, se vê compelida, pela tradição ou pela mídia, a celebrar a Páscoa que se aproxima.

No próximo domingo, milhões de famílias ocidentais estarão reunidas para o almoço de Páscoa. Ovos de chocolate farão a alegria de crianças e adultos. Na mesa, certamente, haverá o que de melhor cada família puder servir, segundo suas posses. Mas, em quantas casas haverá ao menos uma oração, celebrando a morte e a ressurreição de Cristo?

Renovação da esperança

Já em alguns países onde o cristianismo não é a religião predominante, os seguidores de Cristo desejarão também se reunir com outros irmãos e partilhar uma refeição, para celebrar o mais importante acontecimento do cristianismo: a vitória de Cristo sobre a morte, após a humilhante, porém redentora crucificação.

Entretanto, para a maioria desses cristãos, isso será impossível sem que corram algum risco. Prisões, ameaças, insultos e agressões são alguns componentes que ameaçam a comemoração da semana santa de milhões de irmãos nossos espalhados pelo mundo.

Talvez, para aqueles que se arriscarem, o almoço de Páscoa deste ano ainda guarde alguma semelhança dramática com aquele longínquo jantar onde tudo começou, dois mil anos atrás.

Mas, em 2010, que em meio às compras e aos preparativos para o feriado prolongado, que em meio às dúvidas e às expectativas de perseguição, os cristãos livres e os cristãos perseguidos voltem seus olhos e suas mentes para aquela longínqua refeição comunitária. Que ao meditar nela e nos acontecimentos que a sucederam, os cristãos de todos as nações sejam fortalecidos e revigorados na esperança daquela refeição futura, num dia especial, em que todos juntos cearão com seu vitorioso Senhor.

Cristo deu sua vida pela Igreja. Ajude aqueles que dão sua vida por Cristo.

Cristina Ignacio


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