Ativista cristã tem condicional médica negada
Publicado em 15 ago 2013
A cristã começou a exercer atividades no Direito em 1986. Ela trabalhou em diversos casos, inclusive em alguns relacionados à liberdade religiosa. De 2001 em diante ela especializou-se no direito à moradia. Em 2002, ela foi detida, espancada e torturada por mais de 50 horas. Como resultado, ela ficou permanentemente inválida e é incapaz de andar sem muletas.
Após a sua libertação, Ni continuou a representar peticionários, apesar de ter sido impedida de exercer o Direito, e foi detida por diversas ocasiões entre 2004 e 2008. Em 14 de abril de 2010 ela foi libertada, mas estava sem moradia;, ela e o marido passaram a viver em uma barraca, doada, perto da Praça Tiananmen. Em 7 de abril de 2011, Ni e seu marido foram detidos pela polícia e, em 2012, ela foi formalmente acusada de “provocar perturbação”.
Em outubro de 2012, a família de Ni e seu advogado apresentaram um pedido de liberdade condicional médica, que foi rejeitado pelas autoridades em março de 2013. Em uma visita à Ni, feita em junho desse ano, sua filha notou que um tumor não tratado na tireóide havia inchado consideravelmente.
Ni recebeu o prêmio “Tulip Award for Human Rights Defenders” do governo holandês em dezembro de 2011, após a sua indicação pelas organizações Christian Solidarity Worldwide (CSW) e China Aid. Sua filha, que planejava estar na cerimônia no lugar dela, foi parada no aeroporto a caminho de Amsterdã e impedida de comparecer.
Sendo a 37ª nação da Classificação de países por perseguição, na China, a perseguição ao cristianismo abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Leia mais.
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