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“Atrocidades indescritíveis” são relatadas em inquérito sobre Coreia d

Portas Abertas • 18 set 2013



“”O que temos visto e ouvido até agora – a especificidade, o detalhe e o caráter chocante do testemunho pessoal – demanda, sem dúvida, medidas de acompanhamento por parte da comunidade internacional e prestação de contas pela Coreia do Norte””, disse Kirby.



A comentar o?trabalho da comissão?ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, na Suíça, Kirby disse que os testemunhos recebidos durante as recentes audiências públicas na Coreia do Sul e Japão mostraram abusos em grande escala que podem constituir violações dos direitos humanos sistemáticas e flagrantes no país cuja capital é Pyongyang.


Kirby citou uma série de supostos abusos que vão desde sequestros, torturas e uma política de punição entre gerações, até detenção arbitrária em campos de prisioneiros marcados pela fome deliberada e outras “”atrocidades indescritíveis””.


“”Nós ouvimos pessoas comuns que enfrentaram a tortura e a prisão por fazer nada mais do que assistir novelas estrangeiras ou pela sua crença religiosa””, disse o presidente da comissão.


Kirby observou que seu comitê convidou autoridades norte-coreanas a participar das audiências públicas em Seul, capital da Coreia do Sul, mas não recebeu resposta. A Coreia do Norte não permitiu a entrada da comissão para realização do seu trabalho.


“”Em vez disso a agência de notícias atacou o testemunho que ouvimos como uma ‘calúnia’ contra a Coreia do Norte, apresentadas pela ‘escória humana’. A verdade é sempre uma defesa contra acusações de difamação. Se algum dos depoimentos sobre os campos de prisioneiros políticos, sequestros internacionais, tortura, fome, punição entre gerações e assim por diante são falsos, a comissão convida a Coreia do Norte a provar a hipótese””, disse Kirby.


A comissão foi nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em março passado e tem mandato de um ano. Também inclui a fundadora e presidente do Comitê de Helsinque para os Direitos Humanos na Sérvia, Sonja Biserko, e o ex-procurador-geral da Indonésia e atual relator especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Marzuki Darusman.


O grupo fará o seu último relatório ao Conselho de Direitos Humanos em março próximo.

Há onze anos consecutivos, a Coreia do Norte ocupa o primeiro lugar na Classificação de países por perseguição