3 anos do sequestro das meninas de Chibok

| 14/04/2017 - 00:00


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Hoje, dia 14 de abril, faz exatamente 3 anos que as “meninas de Chibok” foram sequestradas de uma escola pública secundária, no estado de Borno, norte na Nigéria, por militantes do grupo extremista islâmico Boko Haram. Um dos pesquisadores da Portas Abertas, Isaac*, visitou a vila recentemente e passou algum tempo conversando com os pais que ainda oram pelo retorno de suas filhas. Elas foram levadas para a floresta de Sambisa e, desde então, tudo o que restou delas foi saudade. Embora algumas tenham sido resgatadas (cerca de 70), outras já morreram ou ainda permanecem em cativeiro. “A triste realidade nos inspira a querer fazer mais por elas. Meu coração está pesado enquanto escrevo essas palavras”, disse um dos colaboradores.

É impossível saber exatamente qual a situação de todas. “São três longos anos de muita espera para os pais, que nunca deixaram de orar. Sabe-se que 23 deles já morreram de doenças cardíacas, enquanto outros ainda sofrem com doenças relacionadas ao estresse. Eles nunca se recuperaram disso”, comenta o colaborador. “A morte delas não é o que eles mais temem, pois sabem que morrendo elas estarão na presença de Jesus. Mas eles temem por cada dia que elas podem passar nas mãos de homens rudes, que abusam de mulheres e que ainda esperaram a recompensa de Alá”, explicou.

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O paradeiro de algumas meninas
Em 18 de maio de 2016, soldados nigerianos resgataram Amina Ali Darsha Nkeki (19), perto de Damboa, ao sul de Maiduguri, com um bebê de quatro meses e seu “marido”. No dia 13 de outubro do mesmo ano, outras 21 meninas retornaram graças ao esforço em conjunto do presidente nigeriano, o governo suíço e a Cruz Vermelha, que negociaram com os jihadistas. E em 5 de novembro de 2016, foi a vez de Mary Ali Maiyanga, em Pulka, Gwoza, com um bebê de 10 meses de idade.  Todas elas pareciam atordoadas, mas quando se encontraram com os pais a emoção foi incontrolável. Na ocasião, Rebecca Mallum falou em nome de todas elas e agradeceu ao presidente e aos demais.

Comemorando o retorno
Em seguida, elas cantaram alegres. “Estamos felizes por viver esse dia maravilhoso porque não sabíamos que voltaríamos para casa. Agradecemos a Deus por seu amor e oramos pelas demais meninas que ainda estão na floresta. Que Deus as ajude a voltar também”, disse Rebecca. A mãe de Raha Emmanuel comentou: “Eu não esperava ver minha filha novamente. Agora estamos orando para que as demais não sejam deixadas para trás, que Deus as traga de volta em segurança, assim como trouxe minha filha”, disse.

Negociações
As negociações para a liberação de cerca de 200 outras meninas continuam. As críticas contra o governo por não fazer o suficiente estão aumentando. Alguns relatórios apontam que algumas sentem vergonha de voltar para casa por terem sido forçadas a se casar com extremistas e por terem tido bebês com eles. Aquelas que querem voltar são justamente as que negaram se converter ao islã. “As lágrimas nunca secam e a dor permanece em nossos corações. Queremos ver nossas meninas retornando”, disse um dos pais.

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Condições pós-resgate
Infelizmente, os pais das meninas que foram resgatadas não podem ficar com elas. “Desde que elas chegaram, os pais as viram apenas duas vezes”, explica o colaborador. “Não estamos satisfeitos com a forma como o governo está mantendo nossas filhas em Abuja, sem escola, sem nada. A presidência está nos dizendo uma coisa e está fazendo outra. Acho que estamos sendo enganados”, disse Yakubu, representante dos pais em Chibok.

“A situação é intolerável. Depos de três anos, ainda é difícil acreditar que algo assim pode acontecer. Quase 300 garotas são sequestradas e não são resgatadas em pouco tempo. Como é possível que um grupo tão grande permaneça desaparecido depois de tanto tempo, com toda a experiência e tecnologia disponíveis neste mundo? É realmente assustador”, diz Yakubu. “A Portas Abertas permanece o mais próximo possível das famílias, fornecendo todo o necessário, desde alimentos, cuidados médicos até tratamento pós-trauma. Milhares de cartas de encorajamento foram escritas como forma de apoio.

Podemos fazer mais pelas meninas de Chibok e suas famílias?
Sim, podemos. Em nome dos pais dessas garotas sequestradas, podemos orar a Deus e interceder por essa situação, por mais difícil que pareça. Não há nada que eles apreciem e valorizem mais do que as orações. “Estamos sobrevivendo pelo poder das orações dos nossos irmãos ao redor do mundo. Precisamos muito de vocês”, conclui um dos pais, o pastor Ayuba.

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