Coração voltado para Mianmar
Das 60 famílias do vilarejo de Mônica, apenas seis creem em Jesus Cristo. “”Há muito tempo atrás, algumas pessoas vieram para o nosso vilarejo para servir e pregar o Evangelho, mas elas perderam suas vidas por causa da perseguição. Quando isso aconteceu, os cristãos desapareceram. Agora, não há pastor, evangelista ou missionário trabalhando em minha comunidade. Nos anos seguintes, é possível que ninguém sirva aos poucos cristãos de Rakhine. Vendo isso, pensei que, se eu não estudar e trabalhar entre meu povo, a obra de Deus entre eles poderá acabar””. “”Tornar-se um missionário cristão em nossa comunidade é muito difícil porque temos de ser pacientes””, continua ela. “”Temos de servir e estar com o nosso povo por vários anos, antes de pregarmos o Evangelho. Temos de estar presentes””. “”Sou grata a Deus que nosso líder estava conosco naquele momento e fomos poupados de agressões. Se estivéssemos sozinhos, poderíamos estar em perigo por compartilhar o Evangelho.”” “”Por diversas vezes, senti que deveria parar, deveria cessar meus estudos e meu compromisso em servir ao Senhor por causa do sofrimento que enfrentamos na comunidade. Mas, ao ponderar e dedicar um tempo à oração, Deus remexeu meu coração e eu percebi que estava seguindo os passos de Jesus, passando pela estrada do Calvário, o caminho da cruz.”” “”Estou sofrendo, mas continuarei orando e estudando a Bíblia; não vou parar. Não cessarei meus estudos e compartilharei o Evangelho””, prossegue ela. “”Em Cristo, posso todas as coisas””. Filipenses 4.13 é o versículo favorito de Mônica. “”Também sou inspirada pela história de Moisés””, diz ela. “”Quando Deus chamou Moisés pela primeira vez, ele não aceitou o chamado, dizendo que não era capaz e não sabia falar bem. Mas, quando Deus o escolhe, você não pode dizer ‘não’ sempre. Como Moisés, não posso dizer ‘não’ para o chamado de Deus porque vejo quão poucos ceifeiros existem.”” “”Ainda sou jovem no ministério””, continua ela. “”Estou aprendendo no seminário, mas, durante as férias, sirvo no campo missionário e enfrento diversas dificuldades nessas regiões. Também sei que, quando estiver formada e comprometida em servir no campo missionário, mais dificuldades virão.”” Mônica está terminando seus estudos bíblicos em Yangon. Com a ajuda da Portas Abertas, ela espera se formar em março de 2014.
Mônica pertence a uma família cristã. Desde que conheceu Jesus em um acampamento para jovens, ela dedica sua vida em compartilhar o Evangelho. Ela quer iniciar um ministério em sua cidade natal, no estado de Rakhine, porque, como diz Lucas 2.10: “”a seara é grande, mas poucos são os ceifeiros””.
Mônica é recém-convertida e costuma fazer uma série de viagens missionárias para aprofundar sua compreensão da fé. Essas viagens são sempre desafiadoras, mas a graça de Deus a sustenta. “”Em uma viagem missionária ao Delta, compartilhamos a Palavra de Deus em um vilarejo onde muitas pessoas não nos conheciam. Enquanto compartilhávamos nosso testemunho, as pessoas vieram nos atacar””.
*Nome alterado por razões de segurança.
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