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Casal cristão é condenado à morte no Paquistão

Portas Abertas • 07 abr 2014

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Um tribunal do leste do Paquistão condenou à morte um casal cristão por mandar uma mensagem de texto na qual o profeta Maomé era insultado, informou neste domingo (06/04) uma fonte da polícia.


A condenação, da qual a defesa dos dois deverá recorrer, foi definida na sexta-feira (04/04) contra Shafqat Emmanuel e sua esposa, Shagufta Kausar, na cidade de Toba Tek Singh, na província de Punjab, cuja capital é Lahore, segundo detalhes dados pela fonte.

Segundo a imprensa local, foi o marido, que trabalha de vigilante em uma escola, quem enviou a mensagem à sua mulher, empregada doméstica.


A lei paquistanesa condena com a pena capital quem proferir insultos e injúrias contra Maomé. A sentença foi dada depois que em março, outro cristão, Sawan Masih, fora também condenado à morte por blasfêmia, caso que há um ano provocou fortes distúrbios e a queima de casas e igrejas em Lahore.


Morador dessa cidade, Masih foi condenado depois que um Tribunal de Lahore considerou provadas as acusações contra ele por insultar Maomé, caso no qual, além disso, a defesa do réu adiantou que pretende recorrer da sentença.


A legislação contra a blasfêmia surgiu no período colonial britânico, mas as reformas feitas pelo ditador Mohammed Zia ul Haq nos anos 80 deram asas aos extremistas para abusos, como ataques a cristãos e outras minorias.


Embora não haja dados oficiais, membros da hierarquia eclesiástica no Paquistão calculam que o país abriga pelo menos 4 milhões de cristãos, em sua maioria católicos, o que representa menos de 2% da população paquistanesa.