Pastores butaneses permanecem detidos sem acusações oficiais
Uma fonte anônima disse a esse mesmo jornal que a polícia os acusa de proselitismo. Mas os dois apenas lidavam com os convertidos e não com os não-cristãos. No momento dessa publicação, as notícias mencionadas pela reportagem e pelo site da Business Bhutan não estavam mais disponíveis. Ambos com base na capital Thimphu, os pastores estavam conduzindo um seminário de três dias em uma igreja doméstica em Dorokha, Samtse. O treinamento começou no dia 4 de março com cerca de 15 cristãos participantes. Um dos vizinhos da comunidade reclamou sobre o evento com as autoridades da cidade, alegando que os organizadores não tinham permissão para a reunião. Os familiares dos acusados foram informados apenas seis dias depois da prisão. A agência de notícias on-line The Christian Post reportou a prisão no dia 10 de março e tentou contatar o superintendente da polícia do distrito de Samtse inúmeras vezes sobre o caso, mas não teve êxito. Nenhuma acusação oficial foi proposta contra Tandin e Thapa. Enquanto isso, as famílias dos dois pastores estão impedidas de pagar fiança até que o Procurador Geral conclua suas investigações e decida sobre o mérito das alegações. O Butão ocupa a 31ª posição na Classificação da Perseguição Religiosa, onde os cristãos vivem sob pressão diária ao serem monitorados e forçados a renegar sua fé nesse país de predominância budista. Em 2008, o Butão vivenciou a transição de uma monarquia para o parlamentarismo democrático como forma de governo. Uma nova constituição foi ratificada, garantindo “”o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”” (Art. 7, sessão 3). No entanto, está articulado na Constituição o reconhecimento do budismo como “”herança espiritual”” do povo (Art. 3, parágrafo iii).
De acordo com o Ministro do Lar e Relações Culturais, Lyonpo Damcho Dorji, os dois pastores foram acusados criminalmente. “”O caso está nas mãos do Procurador Geral”” informou Dorji ao jornal local Thimphu Business Bhutan, que publicou um relatório sobre o caso no dia 28 de março, vinte e cinco dias após a prisão.
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