Al-Shabaab mata mais cristãos no Quênia
Publicado em 13 mar 2016

De acordo com notícias do Morning Star, mais uma vez o grupo extremista islâmico Al-Shabaab atacou cristãos de uma pequena vila costeira, deixando pelo menos quatro mortos e vários feridos. “Só no ano passado, esse grupo extremista matou pelo menos 147 estudantes da Universidade de Garissa. Os cristãos que vivem em regiões costeiras e no norte do Quênia estão enfrentando ataques cada vez mais brutais. O governo queniano não está conseguindo proteger os cidadãos e a situação piora a cada dia”, comenta um dos analistas de perseguição.
Como o 16º país da Classificação da Perseguição Religiosa de 2016, o Quênia tem apresentado um cenário devastador, mesmo tendo 80% da sua população cristã. “O problema é que a minoria muçulmana está no poder, então eles querem fazer uma limpeza étnica no país. A corrupção chegou a um nível alarmante e o governo tem alianças com grupos terroristas, como o caso do Al-Shabaab. O futuro da igreja no país é preocupante e os cristãos temem pelo que ainda virá”, diz o analista.
Por outro lado, a fé desses cristãos permanece firme e é digna de ser exemplo para muitos cristãos que sequer imaginam o que é ser perseguido por amor a Cristo. Em uma carta, uma cristã queniana escreve palavras de perdão para o Al-Shabaab, mostrando que sua fé está acima de sua dor: “Eu digo para todos vocês, militantes do Al-Shabaab, que mataram meus irmãos e irmãs cristãos: eu perdoo vocês. Sim, é isso mesmo. Da mesma forma que vocês encheram seus corações de ódio (assim como aquela multidão enfurecida fez há dois mil anos), eu vou encher meu coração com amor – como Jesus fez – porque vocês realmente não sabem o que fazem…eu não os odeio. Eu amo vocês.”
A Redação Portas Abertas Brasil é a equipe editorial com mais de 40 anos de atuação na cobertura da perseguição aos cristãos no mundo. Publica notícias baseadas em relatos diretos de correspondentes e cristãos locais em mais de 70 países. Nosso processo editorial é baseado em verificação, contextualização e avaliação de riscos. A identidade das fontes é preservada quando há risco de segurança, sem comprometer a veracidade dos fatos.
Notícias relacionadas

Cristãos iranianos mostram fé e generosidade em meio à crise

Engenheira cristã é eleita prefeita de cidade na Síria




