Amor de forma prática em um vilarejo comunista do Laos

Como cristãos da tribo Bru alcançam seu povo com o evangelho, mostrando o amor de Deus através de serviços de saúde

O líder comunista chinês Mao Zedong definiu o comunismo da seguinte forma: “O comunismo não é amor, mas um martelo que esmaga o inimigo”. No dia em que o Laos completa 70 anos de independência, terminamos de contar uma história que revela como o amor de Cristo tem vencido o “martelo que esmaga o inimigo” em um vilarejo comunista nas montanhas do Laos.

Após o incidente relatado na notícia anterior, Anya* começou a procurar um modo de mostrar para as autoridades e para a comunidade que ele não havia se tornado um traidor de seu povo, mas que sua nova fé, na verdade, o fez amar seu povo ainda mais. Os parceiros locais da Portas Abertas ajudaram Anya a encontrar como ele poderia fazer isso de forma prática e a solução foi treiná-lo para ser um agente de saúde.

Anya faz parte da tribo Bru, “o povo que vive na floresta” e que frequentemente é encontrado em vilarejos remotos nas montanhas do Laos. Nesse contexto, a área da saúde pode ser um grande desafio – geralmente significa duas horas de viagem em estradas de barro até o hospital ou clínica mais próximos.

Como agentes de saúde, cristãos fazem diferença na comunidade

Como essa tribo tem acesso limitado a educação, eles geralmente não conhecem primeiros socorros básicos e, por isso, muitos se voltam para os xamãs para encontrar respostas para os problemas de saúde. No entanto, a solução que eles oferecem nem sempre funciona. Assim, os parceiros locais da Portas Abertas começaram a treinar cristãos da tribo Bru em cuidados básicos de saúde. O treinamento tem duração de dois anos, com oito módulos que vão desde lidar com artrite e AVC até ajudar uma mulher a dar à luz.

Anya já concluiu o curso e agora pode usar o conhecimento adquirido para mostrar o amor de Deus ao povo da sua tribo. Ele testemunha: “Agora, a perseguição não é tão dura quanto era antes, pois sou um agente de saúde. Agora que fiz o curso e aprendi a fazer as coisas, as crianças já não têm medo de mim. Eu agradeço a Deus por me ajudar a fazer esse treinamento. Obrigado”.

Outro cristão Bru que também fez o curso, chamado Moun*, disse: “Havia uma mulher sangrando muito e um rapaz cujos braços estavam sempre dormentes, mas eu apliquei o que eu aprendi e, graças a Deus, eles foram curados. Eles começaram a ir para a igreja e até convidaram outros para irem também”.

Hoje, a igreja de Anya tem 580 membros. O martelo não pôde esmagar a fé deles e a foice não pôde cortá-la. De fato, com uma fé firme e um kit de primeiros socorros, Anya e outros cristãos estão ajudando a espalhar o evangelho entre o povo Bru do Laos.

*Nomes alterados por segurança.

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