Após pressão da União Europeia, acordo é assinado no Sudão

Grupo formado por civis e militares será responsável pelo governo de transição por três anos

| 05/08/2019 - 06:00

Assinatura de acordo entre militares e força de oposição no Sudão pode ser início do caminho para a paz no país (foto: AFP)

Assinatura de acordo entre militares e força de oposição no Sudão pode ser início do caminho para a paz no país (foto: AFP)


O conselho militar que governa o Sudão e a principal coalizão de oposição assinaram, neste domingo, 4 de agosto, uma declaração constitucional que pavimentará o caminho para a formação de um governo de transição. O acordo foi assinado pelo líder de oposição, Ahmed Rabie, e o vice-líder do conselho militar, general Mohamed Hamdan Daglo.

O acordo prevê que um grupo formado por seis civis e cinco generais do exército dirigirão um período de transição de três anos. Uma cerimônia formal para assinatura do documento será realizada em 17 de agosto, com o primeiro-ministro e outros oficiais-chave anunciados logo depois.

O Sudão está em turbulência desde que um golpe  militar destituiu o presidente Omar al-Bashir do poder, em abril. No final da última quarta-feira, 31 de julho, a União Europeia pediu ao atual governo militar do Sudão para priorizar o alcance de um acordo que pavimentasse o caminho para uma transição liderada por civis. A porta-voz de Política de Segurança e Assuntos Externos da União Europeia, Maja Kocijancic, alertou o governo militar de que os 28 membros da União Europeia poderiam deixar de se relacionar com o país a não ser que mostrasse urgência em entregar o poder a uma autoridade civil.

União Europeia interveio após morte de civis em manifestação

A declaração dizia: “A União Europeia continua a apoiar a União Africana na mediação dos esforços e convoca o Conselho Militar de Transição (TMC) e as Forças para Liberdade e Mudança (FFC), para pôr de lado suas diferenças e chegar a um acordo que pavimente o caminho para uma transição liderada por civis no Sudão”.

De acordo com a declaração, qualquer atraso no acordo acarretaria risco de perturbar as conquistas já alcançadas e teria potencial para abastecer ainda mais violência. Além disso, a declaração reforçou que “o trágico assassinato de oito pessoas esta semana, entre as quais cinco crianças em idade escolar, que participavam de uma manifestação pacífica em El Obeid, faz a formação de um governo de transição, que é grandemente apoiado pelo povo sudanês, ainda mais urgente”.

Nesse ponto, a declaração se referia à ação das forças de segurança de reprimir um protesto de estudantes na capital do estado de Cordofão do Norte. Na repressão ao protesto, oito pessoas foram mortas. As mortes causaram o adiamento das negociações, entre o conselho militar (que atualmente governa o Sudão) e a oposição, para formação de um novo conselho soberano para governar o país. 

Kocijancic disse que os responsáveis pelos assassinatos precisam ser punidos pelas autoridades sudanesas. Ela disse que o Conselho Militar de Transição (TMC) tem a obrigação de garantir a segurança de todos no Sudão. E afirmou: “A União Europeia só se envolverá com um governo em que os civis exerçam autoridade”. Agradeçamos a Deus pelo acordo que foi assinado e clamemos por sabedoria e direção de Deus para o comitê de governo de transição, para que haja paz no Sudão.


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