Após ter pescoço cortado, cristã sobrevive

O extremista já tinha atacado outra mulher no Egito

A Portas Abertas contou a história de Catherine Ramzy Mikhail que teve o pescoço cortado por um extremista islâmico logo no início de 2020. O motivo do ataque foi porque ela estava sem o hijab, o véu que as mulheres muçulmanas costumam usar. O incidente aconteceu enquanto a cristã estava indo até uma mercearia em Gizé, no subúrbio de Cairo, Egito. “De repente, um homem me agarrou por trás e tampou meus olhos com a mão esquerda, levantou a minha cabeça e cortou minha garganta da esquerda para a direita. Ele gritou ‘Allah Akbar (Alá é grande, em árabe). Eu estou lhe matando porque você está sem véu na cabeça’", conta a vítima.

Ela sentiu uma dor aguda vinda do pescoço, conseguiu escapar e foi ajudada por pessoas que estavam em um café próximo. Eles levaram Catherine até o hospital e encaminharam o agressor, Mamdouh A. à delegacia. Foi a segunda vez que o homem de 31 anos atacou uma cristã da mesma forma. A outra vítima chamada Mary Gamil também subsistiu, e o extremista foi solto porque a polícia alegou que ele tinha uma doença mental. “O cirurgião disse que o corte foi na terceira camada do meu pescoço, cortando através dos músculos. A incisão parou alguns milímetros da minha artéria carótida. É um milagre, eu sobrevivi”, testemunha Catherine.

O radical está passando por outro exame psicológico, mas a cristã não acredita que o problema seja este. “O que aconteceu comigo foi um ataque terrorista, um extremista agindo de acordo com as crenças dele. Se ele sair às ruas novamente, vai repetir o crime e mais mulheres serão vítimas”, explica. Catherine e as quatro filhas estão chocadas e com medo de voltar à vida normal. “Eu não consigo esquecer o que aconteceu comigo. Eu não me sinto segura, mas com medo. Por favor, orem por mim”, pede.

Pedidos de oração