Argélia se prepara para a sucessão de Bouteflika

| 30/06/2015 - 00:00


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A onda revolucionária que atingiu o Norte da África e o Oriente Médio conhecida como “Primavera Árabe”, passou despercebida em grande parte na Argélia. Em 2014, Abdelaziz Bouteflika, que estava muito doente, foi reeleito para seu quarto mandato como presidente da Argélia com um número devastador de 81% dos votos.

Segundo o site World Politics Review, Bouteflika pode não completar seu quarto mandato devido aos problemas de saúde e antecipa uma crise de sucessão, o que poderia muito bem levar a uma guerra civil, considerando a imensidão dos desafios políticos e socioeconômicos que o país enfrenta.

Dennis, analista de perseguição da Portas Abertas, alerta que o elevado número de pessoas que boicotaram as eleições presidenciais de 2014 é uma expressão silenciosa do descontentamento generalizado da população com o desemprego, a crise da habitação e a estagnação política.

Ele continua: “Bouteflika deve morrer no cargo, e não se pode descartar uma agitação social que faça o país entrar em erupção sob a pressão de uma geração mais jovem (70% da população tem menos de 30 anos e está desesperada por mudança). A questão é saber se quem vai substituir o regime de Bouteflika será melhor para os cristãos do país. Na situação atual, os cristãos estão sob pressão, mas têm encontrado maneiras de sobreviver e até mesmo de crescer. A situação da igreja pode se tornar muito pior com um novo cenário político se islamistas aproveitarem o descontentamento social como fizeram na Tunísia e no Egito.""

A Argélia ocupa a 34ª posição na Classificação da Perseguição Religiosa 2015 e possui 99% da população islâmica.


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