Atentados de Páscoa no Sri Lanka completam seis meses

Cristãos recebem apoio e começam a reconstruir vidas e igreja

| 21/10/2019 - 17:00

Familias recebem ajuda dos projetos apoiados pela Portas Abertas no Sri Lanka

Familias recebem ajuda dos projetos apoiados pela Portas Abertas no Sri Lanka


Há seis meses, no domingo de Páscoa deste ano, 259 pessoas foram mortas e outras 500 ficaram feridas nos ataques às igrejas cristãs e hotéis no Sri Lanka. O grupo extremista Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo atentando causado por 7 homens-bomba, três deles em congregações onde eram celebradas a Páscoa.

A Portas Abertas e os cristãos de todo mundo juntaram-se em oração e doações para promover projetos de desenvolvimento socioeconômico, assistência jurídica e outros no Sri Lanka. A emissora inglesa BBC voltou até o local e pôde ver como as coisas mudaram. O jovem Hasaru Jayakody perdeu a mãe Priyanthi e outros 115 irmãos e irmãs que estavam na mesma igreja durante o atentado. Ele passou o aniversário de 17 anos no hospital e teve 6 fragmentos de bomba retirados do corpo. Um deles perfurou o pulmão do jovem e não pôde ser extraído pelos cirurgiões. Entretanto, não há mais espaço para raiva no coração de Hasaru, porque ele começou a perdoar.

Agora, os cristãos de Negombo voltaram até a igreja para reconstruí-la. O líder cristão Manjula relembra os fatos e admite que desejou ser transferido para outra paróquia. “Deus sempre diz para perdoarmos”, lembra. Mas quando é perguntado sobre o que pensa do homem-bomba, ele diz: “Ele é um terrorista, um extremista e, claro, um pobre garoto, que não foi guiado bem. Ele foi totalmente enganado”, reconhece.

“Eu não acredito que eles tenham conseguido o que queriam com os ataques. Eu penso que nós estamos mais unidos como comunidade”, explica o jogador de críquete Dasun Shanaka. A mãe dele e a avó estavam em uma das igrejas atacadas, mas sobreviveram. Até no comércio de peixe as diferenças entre as religiões foram superadas e as vendas melhoraram. ”Mais clientes estão vindo agora. Mas as pessoas continuam com medo... nós estamos vivendo em harmonia porque os nossos líderes religiosos vieram até nós e disseram para fazermos isso”, conta a comerciante cristã Sinka Fernando.

Continue a incentivar a paz no Sri Lanka

O assédio, a descriminação e a marginalização da família e da comunidade têm tornado difícil o desenvolvimento dos cristãos no Sri Lanka. Faça uma doação para projetos que visam desenvolver os irmãos e irmãos socioeconomicamente, prestar assistência jurídica e suprir as demais necessidades das igrejas e seus membros. 


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