Como é o Ramadã no Golfo Pérsico?

Os cristãos da região enfrentam severas restrições e podem ser punidos se forem vistos comendo ou bebendo durante o Ramadã

Neste mês, a Revista Portas Abertas trata do Ramadã, que acabou há dois dias, em 23 de maio. Nesse contexto, apresentamos um pouco de como é o Ramadã para os cristãos na fortemente islâmica região do Golfo Pérsico. Lá, os cristãos são uma pequena minoria e estão sob pressão constante, pois vivem com medo de serem falsamente acusados de blasfêmia e outras ofensas. Isso pode ser aumentado durante o Ramadã.

Para entender melhor, conversamos com Hanna*, que serve a Igreja Perseguida na região do Golfo. Ela nos conta que, muitas vezes, em algumas partes do Golfo, se os cristãos são vistos bebendo água ou consumindo alimentos, podem ser levados pelas autoridades e ter a cabeça raspada como punição pública e demonstração de disciplina por comer durante o Ramadã. Se um cristão é ouvido mexendo sua xícara de chá, isso também pode ser uma ofensa que pode levar a tumultos, como já aconteceu no passado.

Hanna explica que durante o Ramadã o mau tratamento aos cristãos pode variar de assédio diário a explosões de raiva. “Os cristãos têm que permanecer ocultos nesse período, porque o simples fato de vê-los ou ouvir o som deles lembra os muçulmanos do fato de que esses ‘infiéis’ não estão mantendo o mesmo jejum”, afirma.

Ela continua dizendo que o jejum no Ramadã é rígido, mas é também a época do ano em que muita hipocrisia é exposta. “O Ramadã serve para abrir os olhos. Vemos o quão forte é a comunidade de muçulmanos à nossa volta, o quão diligentes eles são em todas as noites que recitam o Alcorão e como eles se reúnem como uma irmandade muito forte”, diz a colaboradora.

Revista Portas Abertas

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*Nome alterado por segurança.