Como igreja de minoria étnica enfrentou a perseguição

Igreja contava com 80 membros, mas pastor teve a casa invadida por autoridades e precisou fugir

| 05/01/2018 - 00:00

O evangelho avança nos corações de ex-budistas (Foto ilustrativa)

O evangelho avança nos corações de ex-budistas (Foto ilustrativa)


O irmão Louis é um chinês da etnia han que pastoreia uma igreja formada por ex-budistas de um grupo étnico minoritário na região sudoeste da China. Quando começou pastorear a igreja, no começo dos anos 2000, a igreja cresceu rapidamente, chegando a 80 pessoas batizadas em seu terceiro ano de ministério. Mas então a perseguição chegou. Primeiro, em forma de alertas das autoridades locais para deixar as minorias étnicas em paz. Ao mesmo tempo, os não cristãos começaram a tratar os cristãos de forma rude por achar que a “nova religião” era uma ameaça para a cultura.

Certo dia, as autoridades invadiram a casa do irmão Louis e destruíram tudo. Eles confiscaram todo o material cristão, deixando apenas uma cópia – presumivelmente para cumprir o regulamento que afirma que um indivíduo pode ser cristão desde que não faça proselitismo (ação ou empenho de tentar converter uma ou várias pessoas em prol de determinada causa, doutrina, ideologia ou religião). O irmão Louis não estava em casa na ocasião, apenas sua esposa e dois filhos. Quando ficou sabendo do ocorrido, ele se escondeu por uns dias num templo budista (onde não perdeu a oportunidade de falar de Jesus para um monge). Depois voltou para casa escondido, pegou suas coisas e fugiu com a família, deixando seu rebanho para trás. Foi uma decisão muito difícil para ele, a qual a igreja não entendeu.

Após a saída do irmão Louis, um dos membros da igreja, o irmão Tom, assumiu a liderança. Mas foi um tempo muito difícil, pois a igreja adquiriu uma mentalidade de órfão e tinham muito medo de novos ataques. Tom fez tudo o que pode, mas não havia frutos. As pessoas até vinham a Jesus, mas não queriam ser batizadas por medo de represálias. O número de fiéis começou a diminuir. Eles evangelizavam quando podiam, mas alguns foram interrogados e detidos por 15 dias ao fazê-lo. O irmão Tom diz: “As autoridades continuavam a nos monitorar e restringir nossa liberdade de culto. Também não permitiam que compartilhássemos as boas novas. Como eu conseguiria fazer tudo sozinho? Eu precisava de ajuda”.

O irmão Louis, por sua vez, arranjou trabalho em uma cidade próxima, mas não esqueceu seus irmãos e irmãs. Ele tinha convicção de que era seu papel levar apoio, treinamento e encorajamento à igreja. “Mas eu tinha que fazer isso de longe, porque era impossível para mim voltar a viver entre eles”, diz. Ele se tornou um fazedor de tendas para sustentar a família e ministério. Depois de dois anos que havia fugido da perseguição, começou a fazer viagens curtas para visitar o rebanho do grupo minoritário. (Essa história continua)

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