Cristã grávida foi agredida por causa da fé
Publicado em 19 mar 2026 • Atualizado em 17 mar 2026

Antes de encontrar Cristo, Zaira (pseudônimo), uma cristã que vive na Ásia Central, tinha um interminável medo da morte. “Quando jovens morriam, eu ficava assustada pensando sobre o local para onde suas almas iriam”, diz Zaira.
Criada por uma família muçulmana, Zaira procurou a paz em diversas religiões. Ela se casou e teve duas filhas, mas sua busca nunca parou. Certo dia, Zaira e seu marido se mudaram para outra cidade. Ao partir, seu pai pediu que ela ligasse para contar onde ficava a nova casa. Ela concordou, sem imaginar que seria a última vez que o veria vivo.
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O tempo passou e o pai de Zaira ficou gravemente doente. Como a filha do casal também estava doente, viajar era impossível. Quando a menina se recuperou o suficiente, Zaira falou com seu irmão mais velho, que lhe disse para retornar rápido para ver o pai antes que fosse tarde. Quando chegou, porém, já fazia quarenta dias que seu pai havia falecido. A família não havia contado a ela, preferindo esperar sua chegada. A dor foi avassaladora.
Depois disso, sua dor virou questionamento: “‘Deus, você existe mesmo?’ Eu chorava. ‘Onde está meu pai?’ Eu gritava e gritava”, lembra Zaira. Naquele momento de desespero total, ela acredita que Deus a ouviu e a colocou no caminho para encontrar Cristo.
O livro das perguntas
Quando vivo, o pai de Zaira trabalhava em um local visitado por estrangeiros que pregavam o evangelho e distribuíam literatura cristã. Ele trouxe alguns desses livros para casa e os guardou entre seus textos islâmicos. A irmã mais nova de Zaira os encontrou e tentou lê-los, mas não entendeu o significado da mensagem bíblica. Agora, no momento de questionamento profundo de Zaira, sua irmã lhe ofereceu um desses livros.
O livro se chamava “Perguntas — O Que a Bíblia Ensina?”. Zaira conta: “Logo no índice, encontrei minhas perguntas: ‘Onde está Deus?’, ‘Como posso falar com Deus?’, ‘Por que não podemos ver Deus?’ Sobre Jesus, o livro dizia: ‘Quem tem fé em Jesus não morrerá, mas viverá eternamente.’ Era isso que eu procurava e eu encontrei.”
O livro convidava o leitor a orar se cresse no que havia lido, explicando que, através de Jesus, temos acesso a Deus. Ao ler isso, Zaira foi a um quarto, trancou a porta e orou. A transformação foi imediata. “Senti como se tivesse voado e voltado. Minha boca não parava de dizer ‘Jesus’”, diz a cristã.
O preço da fé
Perto de onde a família de Zaira vivia, havia uma vila onde cristãos se reuniam para cultuar. As pessoas falavam mal deles e até espalhavam boatos de que bebiam sangue. Mesmo assim, Zaira e sua irmã decidiram participar de uma reunião para conhecer mais sobre Jesus.
Quando irmão mais velho soube que suas irmãs tinham ido a uma reunião cristã, ele ficou furioso. O homem tomou seus livros cristãos e queimou quase todos no fogão. Zaira tentou impedir, mas ouviu uma voz que dizia “Deixe os livros queimarem. As palavras no seu coração não podem ser queimadas.”
Após esse dia, Zaira enfrentou diversos episódios de perseguição. Seus livros foram queimados, ela foi expulsa de locais por extremistas e espancada, até enquanto estava grávida.
Zaira persistiu na fé apesar das adversidades e, com o tempo, suas sobrinhas e sua sogra também se converteram. Hoje, Zaira recebe mulheres perseguidas em sua casa e cuida delas da maneira que pode. Quando perguntada sobre algum conselho para quem é perseguido, Zaira diz: “Não tenham medo. Sejam ousados. Fiquem firmes na fé. A perseguição é o melhor momento para falar de Deus porque as pessoas estão ouvindo.”
Ajude cristãs como Zaira
Com o seu apoio, mais mulheres cristãs podem ser fortalecidas a viver corajosamente sua fé. Faça sua doação e seja resposta ao clamor das cristãs perseguidas!
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