Cristão ficou refém do Estado Islâmico
Publicado em 24 jan 2018

O dia 23 de maio de 2017 começou como qualquer outro dia para Henry*, um carpinteiro cristão da cidade de Marawi, no sul das Filipinas. Até que dois homens armados bateram à sua porta. Henry perguntou se eram policiais, ao que eles responderam: “Somos seus assassinos”. Foi o primeiro dia dos cinco longos meses em que Marawi ficou sob o poder de extremistas islâmicos. Somente no primeiro dia, nove cristãos foram mortos, 13 foram sequestrados, e uma igreja e uma escola cristã foram queimadas. Então a bandeira do Estado Islâmico (EI) foi hasteada sobre a cidade em chamas.
Os homens que sequestraram Henry faziam parte do Maute, um grupo extremista aliado ao EI. Henry foi mantido cativo juntamente com cerca de outros 18 cristãos, com as mãos amarradas em duplas. A segurança do local era feita por cerca de 300 homens armados. Nos oito dias que ficou no cativeiro, Henry viu pessoas sendo decapitadas e mulheres violentadas. No oitavo dia, duas pessoas foram mortas pela manhã, e ele ouviu os guardas dizendo que ao meio dia ele seria o próximo.
Cristãos perseguidos fogem de cativeiro
Foi então que ele e outro cativo pensaram que tinham que fazer algo para escapar, então tentaram abrir porta. “Para nossa surpresa, não estava trancada”, diz. Mesmo assim, ficaram com medo de que o barulho alertasse os guardas. Mas naquele momento bombardeios começaram, então aproveitaram para abrir a porta. Como os guardas estavam se protegendo das bombas, Henry e seu colega passaram por eles despercebidos. Quase todos os cativos conseguiram fugir.
Quando pegaram uma boa distância, pararam para desamarrar as cordas que os prendiam. Então Henry e os outros nove que escaparam com ele, pularam num rio e nadaram por cerca de uma hora até serem resgatados por soldados às 3h da madrugada. Eles foram interrogados e depois, liberados. Henry estava vivo e livre. “É inexplicável a alegria de ver minha família novamente”, testemunha.
*Nome alterado por segurança.
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