Cristão iraniano é impedido de embarcar em aeroporto na Armênia
Publicado em 06 jun 2026

Um cristão iraniano identificado como Masoud Taheri, de 48 anos, enfrenta um cenário de incerteza após ter seu passaporte revogado pelas autoridades do Irã. O caso desperta preocupações sobre segurança e liberdade religiosa para cristãos de origem muçulmana, ou seja, que deixaram o islamismo para seguir a Jesus.
Masoud vive na Armênia há sete anos, onde possui residência legal, depois de deixar o Irã por causa de perseguição religiosa. Ao tentar viajar com visto Schengen, ele foi impedido de embarcar no aeroporto de Yerevan, capital armênia.
Oficiais informaram que o documento havia sido cancelado por ordem do Ministério das Relações Exteriores do Irã e que seria confiscado. Desde então, ele permanece sem possibilidade de deixar o país e sob risco de detenção ou deportação.
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Histórico de perseguição no Irã
Segundo relatos, Masoud já havia sido detido em 2019 pelo Ministério da Inteligência do Irã. Durante o período de prisão, ele ficou em confinamento solitário durante o feriado de Nowruz. Ex-detentos e organizações de direitos humanos denunciam que cristãos de origem muçulmana enfrentam interrogatórios prolongados, pressão psicológica e isolamento.
O Irã faz parte do topo da Lista Mundial da Perseguição 2026, pesquisa anual da Portas Abertas que analisa os 50 países com os contextos mais difíceis para cristãos em todo o mundo. Cristãos de origem muçulmana são particularmente vulneráveis, podendo sofrer perseguição tanto das autoridades quanto da sociedade.
Esposa e filhos de Masoud em risco
Sem passaporte, Masoud enfrenta um limbo jurídico. Sua condição limita a mobilidade e aumenta o temor de ser enviado de volta ao Irã, onde pode enfrentar consequências mais graves por sua fé.
Ele é casado e pai de dois filhos. A família também vive sob tensão diante da possibilidade de separação ou novas medidas contra ele.
Organizações internacionais de direitos humanos acompanham casos semelhantes e destacam a importância da proteção legal para pessoas que enfrentam perseguição por motivos religiosos.
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