Cristãos começam a ser interrogados no Tajiquistão

| 18/08/2015 - 00:00


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O governo do Tajiquistão está impondo ainda mais restrições à população, principalmente cristã. De acordo com a Rádio Free Europe (RFE), a liberdade dos meios de comunicação está comprometida e a repressão não vem de fora, mas de dentro do próprio país. A verdadeira ameaça à estabilidade e aos valores do Tajiquistão são os movimentos recentes do próprio governo, para controlar a prática do islã, no interior do país, e marginalizar os grupos de oposição.

Segundo a Fundação Jamestown: ""Ao marginalizar a oposição política e os muçulmanos piedosos do país, o regime está tomando um caminho potencialmente perigoso. Não está só pesando a mão contra o terrorismo, mas contra a população, com isso criando uma oportunidade ao Estado Islâmico, de ter mais credibilidade e legitimidade. O governo está afastando as pessoas comuns, que estão tendo suas vidas invadidas"".

Embora a instabilidade seja generalizada, em um país que sofreu uma guerra civil sangrenta, durante longos cinco anos, e isso ainda permanece na memória do povo, é ainda pior que o governo abandone o povo, de certa forma, e facilite o fortalecimento do Estado Islâmico.

""Se o regime perde a sua credibilidade com a população, sem dúvida, vai aumentar a violência. A liberdade religiosa no Tajiquistão já está bastante restrita e a situação está piorando. O regime pode ser alvo de extremistas islâmicos, mas na verdade, o alvo deste conflito será a população cristã"", analisa pesquisadores da Fundação. ""A campanha deles é contra a religião em geral. Os cristãos já estão sendo interrogados e vigiados. Essa instabilidade só vai ter consequências mais negativas para a Igreja"", conclui o relatório de Jamestown.


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