Cristãos podem continuar sem representação no processo político

| 20/10/2015 - 00:00


20_Mianmar_0310104884

Houve um grande agito em Mianmar, logo após a publicação de que as eleições presidenciais não aconteceriam nos territórios onde vivem as minorias do país, incluindo os cristãos. A Comissão Eleitoral da União propôs o cancelamento da primeira eleição livre, que tem data marcada para dia 8 de novembro, alegando que o clima de insatisfação por parte dos cidadãos pode prejudicar a segurança de forma geral.

O movimento inesperado forçou a Comissão a retirar a proposta rapidamente. É a primeira vez que o povo terá a oportunidade de votar livremente desde a ditadura militar e o evento é visto como uma oportunidade de conquistar grandes mudanças.

Segundo a líder de oposição Aug San Suu Kyi: ""Uma transição de governo suave e tranquila é mais importante do que uma eleição livre e justa. Essa é uma chance que não podemos deixar passar"". Mas há rumores de que a líder tenha um bom relacionamento com o presidente e que ambos apoiam a supremacia budista.

Um dos analistas de perseguição comenta: ""Esta reviravolta de eventos mostra o crescente nervosismo do governo sobre o resultado das eleições. A oposição e os partidos de minorias étnicas, incluindo vários cristãos, podem muito bem ganhar as eleições, mas é improvável que sejam capazes de formar um governo. Por isso, os cristãos podem continuar sendo sub-representados no processo político e assim suas vozes não serão ouvidas, e como consequência, seus direitos não serão garantidos"".


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Facebook
Instagram
Twitter
YouTube

© 2022 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE