Dois anos de ataques suicidas a duas igrejas do Egito

O cristão Magid é um sobrevivente, mas perdeu a esposa em um dos ataques e agora tem que criar os dois filhos sozinho

Há dois anos, exatamente em 9 de abril de 2017, a Igreja Perseguida do Egito foi marcada por ataques a duas igrejas na época da Páscoa. Cerca de 50 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas. Uma das igrejas atacadas por um fundamentalista islâmico foi a que Magid e sua família frequentavam, em Alexandria.

Às 6h da manhã daquele domingo, a filha (Maryam, de 6 anos) ficou na igreja com a tia, enquanto a esposa (Hannan) e o filho Youssef, 8, ficaram ajudando Magid a vender folhas de palmeiras para a celebração cristã. Por volta das 9h da manhã, eles ouviram a notícia de que uma igreja tinha sido atacada na cidade de Tanta. Por segurança, o líder cristão finalizou o culto mais cedo que o usual. Mesmo assim, não pôde evitar o ataque: um homem-bomba se detonou perto do portão da igreja.

Magid descreve o momento: “Após a explosão, havia muita fumaça. Quando a fumaça passou um pouco, eu vi partes de corpos por toda parte. O rosto do guarda estava totalmente preto. Então vi Hannan, minha querida esposa, em uma poça de sangue”. Hannan não sobreviveu, assim como um tio e um sobrinho de Magid. O cristão ficou uma semana sem dormir. Youssef viu o que aconteceu, pois estava lá.

Agora, Magid tem que criar os dois filhos sozinho. Eles sempre olham para a foto de Hannan com os dois filhos, tirada um pouco antes de ela morrer. O pai espera que os filhos lembrem da fé da mãe: “Ela estava sempre lendo a Bíblia com eles e os ensinou a orar”, diz. Magid diz que o que o conforta é que Deus envia pessoas para orar com eles. Ele também apresenta seus pedidos de oração: “Orem por meus filhos e por mim, para que Deus nos dê forças para suportar”.

Pedidos de oração

Um com eles
Neste mês de Páscoa, você tem a oportunidade de se unir aos cristãos perseguidos, mostrando seu amor de forma prática. Desafiamos você a dar um dia da sua renda mensal para os projetos de apoio à Igreja Perseguida. Mostre aos nossos irmãos que eles não estão sozinhos, seja um com eles.

 

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