Duas igrejas investigadas este mês na China

Pressão cresce à medida que governo pressiona proprietários que alugam imóveis para igrejas

Portas Abertas • 23 mai 2018


Cristã chinesa (Imagem ilustrativa)

Cristã chinesa (Imagem ilustrativa)

No dia 6 de maio, oficiais do departamento de segurança pública do distrito de Xicheng, em Pequim, na China, participaram do culto em uma igreja. Sem interromper o culto, eles investigaram os procedimentos e tiraram fotos do local. Dois dias depois, autoridades contataram o dono do prédio da igreja para pressioná-lo a cancelar o contrato de aluguel. Um membro da igreja disse que a mesma prefere ter sua identidade preservada.

Enquanto isso, a polícia disse à igreja que não poderiam organizar “nenhum tipo de atividade religiosa”, relatou um dos membros, Yin. “O governo forçou o irmão que alugou o prédio a assinar uma carta garantindo que ele não participaria de nenhuma atividade religiosa. Nós não nos encontramos com representantes do departamento de assuntos religiosos ainda, e não sabemos como lidar com tudo isso”, afirma.

Mais ou menos no mesmo período, uma outra igreja de Pequim, a Comunidade Amor Santo (Holy Love Fellowship), também enfrentou pressão da polícia. De acordo com um líder da igreja, Xu Yonghai, a polícia o questionou sobre as pessoas que participavam dos estudos bíblicos e se havia algum repórter entre eles. Entre os membros da igreja, há de fato algumas pessoas ligadas à mídia. Quando essas pessoas chegaram à igreja no dia seguinte, policiais estavam esperando por elas. Então, um dos jornalistas ligou para Xu e disse que não participariam do estudo bíblico aquele dia.

“Temos um longo caminho até obter verdadeira liberdade de religião. Agora, só podemos nos reunir em nossas próprias casas. Está se tornando cada vez mais difícil alugar prédios para fazer eventos maiores. O governo pressiona proprietários que alugam imóveis para igrejas”, diz Xu. Semana passada, uma fonte local disse à Portas Abertas que o governo está aumentando a pressão sobre as igrejas em toda a China. “Igrejas que se reúnem em prédios comerciais são mais visadas e fechadas pelas autoridades. Além disso, mais proprietários se recusam a renovar o contrato com igrejas, obrigando-as a voltar para as reuniões nas casas”, afirmou.

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