Extremismo islâmico pode crescer nas Filipinas

Os ataques deixam marcas físicas e emocionais nos cristãos

Um ataque suicida deixou 20 mortos e mais de 100 feridos em uma igreja em Jolo, ilha ao sul das Filipinas. Duas bombas explodiram no dia 27 de janeiro de 2019, e desde então o medo e a dor da perda de pessoas queridas fazem parte da rotina dos cristãos locais. Na mesma data, Mark completou mais um ano, porém, a namorada dele perdeu a mãe. “Eu não sei se celebro meu aniversário ou lamento as nossas perdas”, explica o jovem.

O responsável pelo atentado foi o grupo extremista Abu Sayyaf, afiliado ao Estado Islâmico. De acordo com o analista de perseguição da Portas Abertas, Thomas Muller, a probabilidade de acontecerem outros ataques de mesmas proporções é grande, por isso é necessário estar preparado.  “Infelizmente, há um crescimento no número de relatórios sugerindo que o Estado Islâmico está usando o sudeste da Ásia como área para refúgio e reorganização, especialmente após perder o domínio na Síria e Iraque”.  

A Portas Abertas encontrou muitas vítimas do ataque, tanto adultos como crianças, e ouviu os relatos deles. “Apesar da reunião começar com um jogo divertido e gargalhadas, lágrimas tomaram conta da sala, porque os participantes colocaram para fora as emoções. Eles descreveram o que aconteceu dentro da catedral após ela explodir”, conta um colaborador da Portas Abertas.

Uma das testemunhas foi uma mãe de quatro filhos; ela perdeu as duas pernas na explosão. Porém, o problema maior não foi o prejuízo causado pelas faltas dos membros do corpo, mas a morte de uma filha tem sido a maior fonte de dor.  “As pessoas me dizem que as coisas estão bem porque meus outros três filhos estão vivos, e eu devo ser grata por isso... mas eu perdi uma filha”, lamenta.

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