Extremistas matam dois não muçulmanos no Quênia

Procurar por pessoas que não professam a fé islâmica é uma maneira de identificar e atacar cristãos no país

No dia 19 de fevereiro, um ônibus que ia de Moyale a Nairóbi foi atacado por extremistas vestidos de policiais, na região nordeste do Quênia. Três pessoas foram retiradas do veículo e mortas pelos possíveis integrantes do Al-Shabaab. As informações foram dadas pelo empresário dono do ônibus, Haji Abass.

O motorista recebeu uma sinalização dos homens uniformizados para parar, mas como ele e os passageiros sabiam que não havia um posto policial na região, prosseguiram a viagem. Foi quando começaram a atirar no veículo. Além de ferirem o condutor, os disparos esvaziaram os pneus dianteiros e traseiros; após perder o controle, o coletivo caiu em uma vala. Os viajantes foram retirados do transporte e dois não muçulmanos e um muçulmano foram mortos. Outros viajantes ficaram feridos enquanto fugiam.

Durante ataques extremistas na região, uma maneira de identificar os cristãos é procurar os não muçulmanos. Alguns chegam a obrigar as pessoas a recitar trechos do Alcorão. Quando o viajante demonstra desconhecimento do livro sagrado do islã, ele é assassinado. A testemunha do incidente revelou não entender por que o terceiro homem foi morto junto com os outros, já que foge da maneira como os integrantes do Al-Shabaab atuam geralmente.

O Quênia tem sido constante alvo de represálias do Al-Shabaab, já que o país enviou tropas para a Somália para combater o extremismo islâmico em 2011. A opressão islâmica colocou a nação na 44ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2020.  Uma das consequências dos constantes ataques é a paralisação da educação nas cidades de Mandera, Garissa e Wajir.

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