Golpe em Mianmar completa cinco anos e cristãos seguem no centro da violência


Cinco anos após o golpe militar, Mianmar continua mergulhado em um conflito cada vez mais violento. Em 1º de fevereiro de 2021, o país, antes chamado de “a terra dourada”, foi alvo de um golpe militar e tornou‑se cenário de destruição, deslocamento em massa e violações sistemáticas de direitos humanos. Saiba mais sobre os desafios dos cristãos perseguidos em Mianmar na Lista Mundial da Perseguição 2026.
Enquanto milhões lutam pela sobrevivência, os cristãos permanecem entre os mais atingidos. Desde 2021, a Junta Militar intensificou ataques aéreos e ofensivas terrestres, enquanto grupos de resistência ampliam sua atuação. A instabilidade se agravou ainda mais durante o ciclo eleitoral entre 2025 e 2026. Veja como as eleições afetaram os cristãos em Mianmar.
“Continuo segurando a mão de Jesus”
Além de bombardeios e incêndios, cristãos deslocados vivem em florestas, campos improvisados ou escondidos em igrejas. Estima‑se que 2,8 milhões de pessoas tenham sido obrigadas a deixar suas casas desde o início da guerra civil.


Aqueles que deixam o budismo para seguir a Jesus enfrentam também rejeição familiar, perda de emprego e violência. Mei Mei*, por exemplo, perdeu a casa e o trabalho após assumir sua fé publicamente. Mesmo assim, permanece firme: “Continuo segurando a mão de Jesus”.
Como o golpe em Mianmar afetou os cristãos?
Os cristãos birmaneses são alvos frequentes das forças militares. Igrejas, aldeias e líderes cristãos têm sido atacados, enquanto monastérios budistas permanecem relativamente intocados. Em abril de 2024, por exemplo, uma vila inteira com 400 casas e cinco igrejas foi destruída no estado de Chin, Mianmar.
“Não podemos mais ir às nossas igrejas. Elas também são alvos. Alguns fugiram para as cidades; outros, para as aldeias e a selva.”
Pastor Mun*, que fugiu de sua cidade no estado de Chin
Uma história amplamente conhecida é a do pastor e líder cristão doutor Hkalam Samson, preso e liberto diversas vezes, refletindo a insegurança constante que líderes cristãos enfrentam e também sua resiliência.
Entre os jovens, a pressão é ainda maior: a lei de conscrição obrigatória, implementada em 2024, levou muitos a fugirem para países vizinhos. Dan*, por exemplo, foi chamado a servir no exército, o que muitas vezes significa lutar contra seus próprios vizinhos.
Como a Portas Abertas apoia cristãos perseguidos em Mianmar?
A Portas Abertas segue ao lado da igreja birmanesa, oferecendo socorro emergencial, discipulado e encorajamento espiritual. Enquanto regiões inteiras continuam sob bombardeio, cristãos seguem adorando em segredo, em abrigos improvisados ou até ao ar livre, em meio à selva, com apoio das suas orações e dos nossos parceiros locais. Descubra como ajudar cristãos sob perseguição extrema em Mianmar e em outros países da Lista Mundial da Perseguição 2026.
“Foram várias fugas. Ninguém perguntava como estávamos até que parceiros da Portas Abertas nos visitaram. A cada ataque, lutamos apenas para sobreviver.”
Moe Moe*, cristã deslocada do estado de Kayah


Parceira local da Portas Abertas compartilha oração
Convidamos você a orar com nossa parceira local. Dedique cinco minutos intercedendo por nossos irmãos na fé que resistem em Mianmar há cinco anos.
Pai querido, levamos Mianmar ao Senhor em oração.
Clamamos por nossos irmãos que vivem sob ataques constantes.
Ansiamos por sua paz sobre este país.
Que a sua igreja possa se reunir com liberdade e, a cada encontro secreto,
a fé dos seus amados filhos em Mianmar seja renovada.
Cure os corações quebrados e renova seu Espírito em nós.
Consola com o Espírito Santo os que perderam casas, familiares e igrejas nos conflitos.
Ensina-nos a confiar no Senhor. Fortaleça os que tiveram que fugir e estão escondidos ou deslocados.
Envie abrigo, proteção e alimento.
*Nomes alterados por segurança.
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