Primeiro a mudança do amor, depois das opiniões

| 15/01/2004 - 00:00


Em abril de 2003 o Musalaha, um movimento que se esforça pela reconciliação entre cristãos palestinos e judeus messiânicos, organizou uma viagem ao deserto. Eles convidaram também representantes de organizações que os patrocinam.
Jenifer (nome fictício) juntou-se ao grupo representando Portas Abertas.
Durante a viagem ela escreveu o seguinte em seu diário.

Segunda-feira

Foi ótimo conhecer as 31 pessoas do grupo hoje em Jerusalém. Depois de termos nos reunido, cada um pegou um kit de energia: um pacote de nozes, tâmaras, ameixas e duas garrafas de água.

Quase de madrugada, saímos para Eilat (sul de Israel), onde cruzamos a fronteira do Egito. Fomos recebidos no ônibus. Dentro do grupo havia seis estrangeiros. Alguns participantes palestinos não conseguiram chegar em Jerusalém. Eles estão tentando ir para Amã (Jordânia), voar via Damasco (Síria) e Cairo (Egito) para Sharm Al Sheikh (leste do Egito). De lá, eles tomarão um táxi para Nuweiba, onde esperam nos encontrar. Ao todo, eles levarão dois dias para chegar lá.

O nosso guia judeu também foi apresentado. Ele conheceu o deserto em 1967, quando serviu o exército israelense.

Dois participantes levaram seus filhos nesta viagem. A intenção é que eles percebam em que seus pais estão envolvidos e também conheçam o processo de reconciliação entre cristãos palestinos e judeus messiânicos.

Terça-feira

Esta manhã nós chegamos a Nuweiba. Recebemos algumas instruções, entre elas a de beber pelo menos três litros de água por dia. Fomos informados também a respeito do tema da viagem: o deserto na Bíblia e o que ele significa para nós hoje. Depois disso rodamos pelo deserto durante duas horas. Lá a nossa bagagem foi colocada em camelos, enquanto fomos até o bustam (jardim cercado) onde passaríamos a noite. Houve momentos em que nós nos sentamos ao redor do fogo e contamos a história da nossa vida uns aos outros. Juntos cantamos em hebraico, árabe e inglês.

Quarta-feira

Depois do café da manhã saímos para a viagem de um dia. O nosso guia mostrou-se um narrador talentoso, que conhece cada canto do deserto. Escalamos uma montanha, almoçamos sobre uma grande pedra e desfrutamos de paisagens maravilhosas. À noite voltamos para o bustam, onde fizemos uma excelente refeição. O céu estrelado é muito impressionante!

Quinta-feira

Tivemos uma boa noite de sono. Depois do café da manhã caminhamos até uma rocha próxima para um momento devocional. Entoamos cânticos e ouvimos um curto sermão sobre a cruz em nossa vida. Depois disso tivemos de encontrar um local solitário para um momento de oração e reflexão.

À tarde, caminhamos até o próximo bustan. Quando chegamos lá, os beduínos nos prepararam uma refeição adorável. Para mim, e para todos nós, eu acho, aquela foi uma noite memorável. Celebramos a Ceia do Senhor juntos e o pão e o vinho foram distribuídos por um irmão palestino e um judeu. Juntos nós oramos por nossos países.

Sexta-feira

Esta manhã acordamos bem cedo para visitar o mosteiro de Santa Catarina. Tivemos o nosso momento devocional num lindo ponto. Ao meio-dia fizemos uma curta visita ao mosteiro.

À tarde, estava no programa um passeio de camelo e uma caminhada em um vale profundo. O fim da nossa viagem chegou cedo demais. À noite sentamos juntos e compartilhamos o que cada um havia aprendido durante os nossos dias no deserto.

Um irmão da Cisjordânia falou-nos de como sentiu-se encorajado quando lhe foi pedido que participasse desta viagem. Ele relatou como é difícil a vida em sua cidade natal nos dias de hoje. Quando ele disse sobre os problemas dos vistos, todos ficaram emocionados. Todos nós sentimos o quanto ele sofria com esta situação.

Ao final, um judeu messiânico resumiu: Primeiro a mudança do amor, depois das opiniões.

Durante a viagem surgiram algumas idéias ótimas, como a proposta de igrejas de um lado adotarem uma igreja do outro lado, ou a organização de um dia de oração e jejum. Eu penso que todos nós concordamos quando um participante palestino disse: Esta viagem não acabou. Ela terá seus efeitos no futuro.

Esta viagem foi patrocinada com uma oferta do projeto Compaixão Já


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