Histórias que falam de situações em que cristãos árabes são tentados a

Portas Abertas • 11 mar 2004


Trocando a fé pelas dívidas pagas - A família Fhali pediu dinheiro emprestado para montar um pequeno negócio, mas esta tentativa fracassou e eles ficaram com uma dívida de 4.500 libras egípcias (cerca de 750 dólares). Sem outra solução, eles foram pedir ajuda ao líder cristão local que entrou num acordo com os credores para que a família pagasse apenas 250 libras egípcias (40 dólares). Alguns meses depois, o filho mais velho foi até o líder cristão e disse-lhe que El-Azhar, um muçulmano, havia lhes oferecido 10.000 libras egípcias (1.500 dólares) se eles se convertessem ao islamismo. Essa quantia é suficiente para quitar todas as nossas dívidas. Podemos também colocar água e energia elétrica na casa, disse o jovem.

O líder ficou preocupado com a situação e algumas semanas depois foi visitar a família Ghali. Quando ele chegou até a casa, viu alguns vizinhos muçulmanos trabalhando na instalação hidráulica. Por que você se preocupa com eles agora?, um dos homens perguntou-lhe. Vocês os abandonaram e agora nós estamos cuidando deles. Naquele momento o líder cristão percebeu que a família se convertera ao islamismo.

Comida, roupas e remédios - Adel trabalhou durante 22 anos numa fábrica e não era mais fisicamente capaz de executar seu trabalho. Sua esposa, Sonya, trabalhava como faxineira num hospital, ganhando 120 libras egípcias (20 dólares) por mês. Sua filha de 18 anos, a mais velha das três, sofria de uma doença no coração. Sonya ia regularmente à igreja, onde compartilhava suas tristezas com o líder cristão. Meus vizinhos muçulmanos me dizem que se eu me converter ao islamismo, eles atenderão nossas necessidades, disse ela ao líder cristão local.

Certa vez ela abriu de fato seu coração a ele: É muito forte a tentação de nos tornarmos muçulmanos. Como posso prestar atenção ao que o Sr. diz na igreja enquanto meus filhos estão com fome e eu não posso comprar roupas para eles? O que posso fazer para comprar remédio para minha filha doente? Devo me prostituir?, ela lamentou.

A última vez que o líder cristão se encontrou com Sonya, ela disse: Acho que o Sr. não me verá novamente. Adel, Sonya e os filhos provavelmente se converteram ao islamismo.

Trabalhando longas horas - Hanan (nome fictício) é de uma família pobre formada pela avó, o pai, a mãe, dois irmãos e uma irmã. Ainda jovem ela começou a trabalhar numa loja como vendedora ganhando 70 libras egípcias por mês (cerca de R$ 33 dólares). Ela trabalhava das nove da manhã às sete da noite e dormia na loja porque não tinha dinheiro para a condução.

Então ela conheceu Amr (nome fictício), um rapaz muçulmano que trabalhava na loja vizinha. Eles se apaixonaram e Amr a apresentou à sua família como sua noiva. A família a recebeu calorosamente.

Depois de uns tempos, Amr conseguiu um emprego na Alemanha. Ele queria casar-se com Hanan antes de partir, porém ela tinha um plano diferente. Se eu me casar com você agora, tenho de fugir de minha família e isso vai prejudicar a reputação dela, explicou ela. Mas se eu me casar com um cristão primeiro e depois conseguir o divórcio, isso não causará vergonha à minha família. Depois do divórcio, eles ficarão contentes em que eu me case com você. Depois eu também me converto ao islamismo. Amr concordou, mas antes de partir para a Europa ele disse para Hanan: Lembre, se você não quiser casar comigo no futuro, mato você e sua família.

Durante a ausência de Amr, Hanan de fato recebeu uma proposta de casamento de um cristão e ela aceitou. Entretanto, passados os primeiros meses do casamento, ela decidiu que não queria mais se divorciar. Mas a idéia de Amr voltar ao Egito, vingar-se dela e da família, provocava-lhe noites de insônia. Finalmente ela foi ao líder cristão e confessou o que havia acontecido. Ele prometeu ajudá-la e, fazendo isso, evitou que Hanan se tornasse muçulmana.

Drogas e álcool - A jovem Manal (nome fictício) tinha apenas 21 anos, mas já sofria muito com a situação de sua família. Seus irmãos eram usuários de drogas e ficavam bêbados com freqüência. Manal tentou cometer suicídio três vezes. Então ela fez amizade com Umar (nome fictício), um motorista de ônibus de 35 anos. Ela contou-lhe seus problemas e Umar sentiu muita pena dela. Eu poderia me casar com você, e assim você se livraria de sua família, ponderou Umar. Mas então você deveria primeiro tornar-se muçulmana.

Essa não era uma decisão difícil para Manal, assim ela deixaria a casa da família para casar-se com Umar. Entretanto, sua família descobriu seus planos e a impediu de fugir. Depois disso, eles não a deixavam sair de forma alguma e tornaram sua vida um inferno.

Três meses depois, Manal conseguiu escapar. Durante a reunião com o grupo de aconselhamento, sua mãe e sua irmã pediram que ela mudasse de idéia. A irmã de Manal disse: Manal não é uma cristã nominal, mas ela de fato ama a Deus. Ela quer converter-se ao islamismo apenas porque não suporta mais viver com os irmãos. Um dos líderes cristãos até beijou seus pés quando suplicou que ela permanecesse cristã. No final Manal chorou: Sei que o que estou fazendo é errado, mas nunca mais volto para vocês.

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A Portas Abertas é uma organização cristã internacional e interdenominacional, fundada pelo Irmão André, em 1955. Hoje, atua em mais de 60 países apoiando cristãos perseguidos por causa da fé em Jesus.

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