Relato de livramento em Chiapas

| 01/02/2005 - 00:00


Nos últimos anos, a severa perseguição aos cristãos evangélicos aumentou em Mitziton, Chiapas. Os ataques a cristãos têm envolvido roubo, incêndio criminoso, apedrejamento, assassinato e outros atos de violência.

Um irmão ficou cego há dois anos quando uma pedra atingiu seus olhos durante um confronto com os aldeões católicos tradicionalistas. As plantações de milho dos cristãos são regularmente incendiadas à noite. Uma irmã que foi morta teve seu enterro proibido em qualquer lugar ao redor de Mitziton, por isso seus familiares tiveram de cavar um buraco no chão da própria casa. Ela está enterrada em sua própria casa.

As câmeras fotográficas têm de ficar completamente escondidas quando se vai à casa dos cristãos mais perto da estrada, porque os caciques (líderes da comunidade tradicional) observam de pontos estratégicos e tomam medidas extremas para evitar fotos de qualquer tipo.  Os visitantes de Portas Abertas às vezes não podem entrar no vilarejo devido ao real perigo tanto a eles como aos cristãos.

O pastor Alonso deu um testemunho incrível de Mitziton que ocorreu por volta de julho de 2004. Parece que o Senhor decidiu que havia chegado o tempo de glorificar o Seu nome naquele vilarejo.

Um grupo de dez caciques reuniu-se para planejar outro ataque aos cristãos pretendendo matar o maior número de pessoas que pudessem. Eles decidiram dividir-se em dois grupos de cinco e emboscar os cristãos durante o culto de uma manhã de domingo.

Os cristãos descobriram o plano e decidiram que, em vez de irem para sua minúscula igreja na encosta da colina, ficariam em casa naquele domingo para interceder. O pastor Refugio, um "guerreiro de Deus", foi de sua casa à igreja para esperar sozinho os atacantes.

De madrugada, os atacantes rastejaram furtivamente em direção à igreja, cada um vindo de um lado diferente. Inesperadamente, uma enorme águia desceu rapidamente provocando com as asas tanto vento que as altas árvores da colina balançaram perigosamente. Os homens tentaram avançar, mas o poder do pássaro os fez caírem no chão, largando as armas, amedrontados.

A águia permaneceu pairando no ar e investindo sobre a estrada onde eles ficaram durante um certo tempo. O ruído do vento era muito alto e, mesmo que tentassem, os atacantes não podiam ficar em pé devido a força da águia.

Quando finalmente a "águia" desapareceu, os homens ficaram em pé, cambaleantes, tropeçando o mais rápido que podiam para encontrar seus camaradas e explicar por que não tinham realizado a missão mortal. Quando os dois grupos se encontraram, suas histórias coincidiam. Os dois grupos tinham se encontrado com uma águia, apesar de estarem em dois lugares diferentes. Eles tremiam da cabeça aos pés.

"Por que vocês não os mataram?" Perguntaram as autoridades do vilarejo aos dez pretensos atacantes. "Matá-los! Não pudemos por causa da águia", disseram eles, jogando ao chão suas armas perante as autoridades do vilarejo."Que águia?".

Com os olhos arregalados, eles contaram suas histórias, concluindo que: "Verdadeiramente Deus está com esses cristãos!".

"Pois, quando fizeste coisas tremendas, coisas que não esperávamos, desceste, e os montes tremeram diante de ti!" (Isaías 64.3).


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