Obreiro de vilarejo reativa igreja no Alto Egito

| 03/05/2004 - 00:00


Girgis* é um cristão de trinta anos de idade do Alto Egito. Durante um ano e meio ele trabalha com a Cérebros e Mãos*, um ministério egípcio local com o qual Portas Abertas coopera. Ele nos fala com entusiasmo sobre o seu ministério.

Minha esposa e eu viemos ao vilarejo onde eu trabalho agora, onde a igreja protestante local tinha acabado de perder o seu pastor. Os cristãos haviam decidido que sem um pastor, seria melhor a igreja ser fechada. Havia cerca de 250 membros, mas no fim somente 160 iam aos cultos. Eu falei a alguns representantes da igreja e os convenci de que realmente deveríamos continuar sendo uma igreja. Foi difícil persuadi-los, porque eu era jovem e sem qualquer qualificação teológica. Finalmente eles me deram sua bênção.

Durante o treinamento da Cérebros e Mãos eu aprendi como estabelecer o trabalho de uma igreja num vilarejo. Visitei todos os cristãos, casa por casa, e insisti com eles para que fossem à igreja no domingo seguinte. Quando encontrei com cristãos ortodoxos, eu lhes disse que fossem à sua própria igreja, mas alguns deles ficaram curiosos e foram também à igreja cristã. Os padres ortodoxos não ficaram contentes com isso, afinal, por isso o meu relacionamento com eles ficou tenso no começo. Felizmente, depois de alguns meses, foi construída a confiança.

Logo a igreja começou a crescer e depois de um certo tempo tive de realizar dois cultos aos domingos pela manhã. Até nos dias de semana, cem a 120 pessoas iam aos cultos. O número de membros cresceu: alguns cristãos ortodoxos filiaram-se à igreja protestante e também os filhos dos membros da igreja, que nunca estiveram registrados na igreja, foram acrescentados a esse número.

Agora temos a responsabilidade pela igreja cristã do vilarejo. Eu prego, mas devido minha falta de instrução, não posso celebrar batismos, casamentos e Santa Ceia. Para essas ocasiões vem um pastor ordenado. Entretanto, no ano que vem eu vou começar a estudar teologia e espero ser pastor no futuro. Estou morando com minha esposa no segundo andar da igreja e estamos muito contentes com nossas vidas. Minha esposa também quer pregar para as mulheres no futuro.

A nossa vinda ativou muito a igreja. As pessoas, que são bem pobres, levantaram dinheiro para comprar uma televisão, um vídeo e um telefone para a igreja. Eu também treinei rapazes que estão agora viajando aos vilarejos vizinhos para ativar as igrejas de lá e está acontecendo um verdadeiro avivamento. Girgis sorri: Graças a Deus e à Cérebros e Mãos.

*Nomes fictícios por segurança


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