Quando os samas aprendem a ler

| 09/05/2004 - 00:00


Quando os samas aprendem a ler, eles se regozijam! É linda a cena durante o programa de entrega de diplomas do Curso de Alfabetização para os samas do sul das Filipinas. Depois de quatro meses familiarizando-se diligentemente com as letras e exercitando seus dedos através da escrita, quatorze estudantes samas adultos concluíram seu curso.

Durante muito tempo, os samas têm sido marginalizados e relegados a um plano secundário. Os samas são os mais pobres dentre os pobres entre os treze grupos de povos muçulmanos das Filipinas. Eles têm o mais baixo índice de alfabetização de toda a região da área de Mindanao. O Curso de Alfabetização de Adultos foi como uma pedra preciosa ao alcance deles.

A entrega dos diplomas foi uma ocasião tão especial que foi até agraciada com um representante distrital do Departamento de Educação. Ele transmitiu uma mensagem muito inspiradora aos formandos. Ele manifestou também um reconhecimento especial à Portas Abertas por sua participação ativa na luta contra o analfabetismo. O capitão Barangay (mais alta autoridade da cidade) da comunidade onde as aulas foram dadas veio e foi alegremente ver os estudantes samas demonstrar leitura e escrita durante o programa. O capitão Barangay expressou também seu apoio a qualquer programa que Portas Abertas começar no futuro.

O sucesso do Curso de Alfabetização de Adultos não somente beneficiou a comunidade, mas também a igreja. Dois cristãos samas e a esposa do pastor e dois filhos estavam entre os formandos. O Rev. Sami expressou profunda gratidão à Portas Abertas por levar o curso de alfabetização à área deles e por escolher sua igreja como local das aulas. Ele sente-se muito privilegiado pelo fato de sua esposa e filhos terem consegui participar e concluir o curso. Com lágrimas nos olhos, ele abraçou o apresentador do curso e agradeceu por seus serviços. Uma modesta quantia foi doada à igreja do Rev. Sami para cobrir parte das despesas de hospedagem.

Bubuh Mara*, a mais velha participante da classe disse: Eu pensava que era tarde demais para aprender. Mas agora, ela pode reconhecer letras e ler pelo menos palavras de duas sílabas. Nathaniel*, o apresentador das aulas, disse que cada dia não era uma mera rotina de ensino para ele, mas um momento que lhe trazia realização enquanto os estudantes aprendiam coisas que antes não sabiam.

O treinamento deveria ter sido concluído em três meses se não fosse pela perturbação da situação da paz e da ordem na área. Mesmo assim, ninguém pôde desviar o compromisso do professor e dos alunos. O curso de alfabetização terminou com uma alegre celebração. Um modesto almoço, servido depois do programa, foi compartilhado em ação de graças ela fidelidade de Deus.

*Nome mudado por questões de segurança


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