Sacrifício libera poder

| 26/06/2004 - 00:00


Swapon* é o pastor de uma igreja pentecostal forte com cinqüenta membros. Entretanto,esta é uma igreja diferente. A congregação de Swapon* reúne-se semanalmente na sua casa reformada.

A área que Swapon ministra é dominada pelos seguidores do islã e a comunidade muçulmana se opõe à construção de uma igreja em sua área. Desta forma, Swapon* decidiu que ele reformaria sua casa a fim de ter uma sala grande o suficiente para acomodar os cinqüenta membros de sua igreja.

Durante o ano de 2000, a comunidade muçulmana local forçou a igreja Pentecostal a mudar-se para um outro local. No primeiro dia que um sermão foi pregado na casa de Swapon* , um grande grupo de arruaceiros muçulmanos advertiu os membros para que cessassem as atividades de adoração. O grupo gritava palavras de baixo calão do lado de fora do prédio e ameaçava matar os cristãos se eles utilizassem aquela casa como igreja novamente. Nada aconteceu.

Entretanto, os comandantes locais da área visitaram a casa de Swapon* , enquanto uma aula de liderança teológica estava sendo ministrada. Os comandantes queriam saber porque Swapon* permitiu que sua casa fosse usada como uma igreja. Eles lhes falaram que o que ele realizou, na verdade, era contra a lei em Zanzibar, se nenhuma permissão oficial fora concedida. Swapon* corajosamente respondeu que eles, como muçulmanos, nunca concederiam um pedaço de terra para construir uma igreja, por isso, esta era a razão pela qual ele havia reformado sua casa.

Os comandantes ficaram perplexos com sua ousadia e abordaram o assunto de uma outra maneira. Eles afirmaram que os vizinhos muçulmanos de Swapon* estavam reclamando do barulho que a congregação fazia durante seus cultos. Swapon* sensatamente respondeu que sua igreja somente fazia um culto por semana, enquanto seus vizinhos acordavam às quatro horas da manhã com suas chamadas para oração. Conseqüentemente, ele não via nenhuma razão justa para que os muçulmanos reclamassem do barulho.

Envergonhados por sua tentativa fracassada, os dois comandantes partiram, mas um pouco mais tarde, Swapon* recebeu uma advertência oficial para fechar a igreja e desocupar a área. Swapon* simplesmente ignorou a carta e recusou-se a agir de acordo com as exigências.  Novamente, nada aconteceu com aquela advertência.

Entretanto, um dia durante o ano de 2003, um grupo de arruaceiros islâmico chegou na casa de Swapon* um pouco depois das orações tradicionais na mesquita local. Os arruaceiros atiraram pedras no prédio, arrombaram a porta e quebraram tudo o que havia dentro da casa dele.

Um dos filhos de Swapon* correu e telefonou à polícia de Dar-es-Salaam que, por sua vez, telefonou para a polícia de Zanzibar.

Neste meio tempo, Swapon* tentou apanhar um dos membros do grupo e tirou algumas fotografias deste membro e do grupo arruaceiro enquanto estavam atirando pedras na sua casa.

Um amigo do muçulmano capturado dirigiu-se rapidamente à delegacia e lhes falou que seu amigo havia sido batizado na igreja contra sua vontade. A polícia se apressou e acusou Swapon* de instigar o ataque. Contudo, não foi neste momento em que cessou a perseguição.

No início deste ano, Swapon* foi intimado a comparecer diante dos comandantes distritais. Ele lhes falou que não poderia comparecer na reunião porque ele também está sob a autoridade da igreja e necessitava pedir autorização para comparecer na reunião. Swapon* tinha algumas responsabilidades para atender antes que ele pudesse encontrar-se com os comandantes.

Surpreendentemente, os comandantes esperaram pacientemente por Swapon*, mas, durante esta reunião, ele teve que explicar as razões por estar usando sua casa como uma igreja. A polícia contou que havia recebido muitas reclamações contra as reuniões da igreja de Swapon*. Assim, novamente, a polícia solicitou que Swapon* cessasse de usar sua casa para reuniões de igreja.

Felizmente, Swapon* tomou como desculpa atender as responsabilidades da igreja para mostrar sua familiaridade com a constituição concernente a liberdade de religião. Ele exigiu saber a razão pela qual estava sendo ameaçado a desocupar sua propriedade.

Irritados com sua resposta, os comandantes afirmaram que a lei era meramente uma manipulação política e que essa não é a mesma legislação que se praticava naquela área específica.

Em reação a sua resposta, Swapon* queria saber por que os oficiais permitiriam a existência de boates e bares que fazem muito mais barulho que sua igreja.

Ele ousadamente terminou a conversa, afirmando aos comandantes que eles teriam que retirá-lo à força, que sua congregação era da propriedade legitimamente adquirida e perguntou o por quê eles recusam-se permitir a existência da igreja voluntariamente. Até o momento, a polícia não agiu severamente contra a congregação de Swapon.


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