Escreva para Vaisha, uma jovem viúva indiana
Vaisha éuma jovem viúva, mãe de quatrofilhos pequenos. O marido dela, Ramesh Vasuniya, de 28 anos, recebeu um tiro nas costas no dia 2 de julho de 2007 de um policial que zombou da fé cristã do casal. Ramesh morreu a caminho do hospital. Só recentemente é que as pessoas da aldeiaonde ela morase deram conta da conversão da família, que ocorreu em 2002.
Vaisha conta a sua história:
"Naquele dia meu marido e eu estávamos voltando do mercado para casa, a uma distância de aproximadamente 10 Km de nossa aldeia quando alguns policiais nos pararam por volta de 15h.
Eles começaram nos fazendo perguntas estranhas por causa da nossa visita ao mercado. Então eles fizeram observações ofensivas sobre nossa adoraçãoa Deus, ao Senhor Jesus e sobre o nosso hábito de comer carne de boi (lembre que as vacas são veneradas pelos hindus).
Nós pedimos permissão para voltar para casa, porquenossos filhosestavam nos esperando. Não pudemos entender por que eles estavam tentando nos aborrecer, porque não tínhamos feito nada de errado.
Os policiais nos pediram que fôssemos com eles para a delegacia de polícia. Fomos amedrontados e lhes imploramos que nos deixassem ir. Naquele momento um policial, incitado por um grupo de extremistas que estava atrás dele, disse: "Ok, Vamos ver até que distância vocês vão."
Então nós começamos a caminhar a passos rápidos ea nos distanciar do grupo. Olhei para trás e vi o rosto do meu marido machucado e sangue por toda a camisa.
Os homens gargalhavam. Eu gritei ao ver o sangue porque não conseguia entender o que estava acontecendo. Até que ele caiu.
Não havia ninguém lá para ajudar. O policial e o grupo de homens desapareceram rapidamente.
Meus gritos chamaram a atenção de uma pessoa que passava porali e que se ofereceu para buscar ajuda em nossa aldeia. Não havia nenhum médico por perto. Eu sentia que não podia fazer nada. Só orei ao Senhor, enquanto segurava meu marido nos braços, como se ali eu pudesse segurara vida dele.
Logo nosso pastor e alguns parentes chegaram. Eles correram conosco para o único hospital em Jhabua, mas já era tarde. Meu marido tinha falecido.
Ele só tinha 28 anos e meu único pensamento era o de como dar a notícia para os nossos quatro filhos. Nossa filha mais nova tem apenastrês anos.
Com ajuda do pastor, tentei registrar uma reclamação na polícia. Inicialmentehouve recusa, mas depois eles registraram uma ocorrência com uma queixa menos grave.
O laudo da necrópsia foi levado rapidamente às 23h daquela noite. Foi quando soubemos que o doutor tinha sido subornado. A bala que estava no corpo de meu maridosumiu do laudo."
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