Quatro cristãos são processados por construir igreja

| 23/06/2009 - 00:00


“Aquele dia foi um grande momento para nós. Ninguém veio nos ajudar além da Portas Abertas. Vieram até aqui ouvir nossa história e orar por nós. Garantimos que nenhum tipo de pressão nos fará perder as esperanças. Estamos prontos a pagar o preço, mesmo que nos custe a vida. Nossa fé está mais forte hoje. A presença de vocês no tribunal falou muito ao nosso coração. Que o Senhor os abençoe nesse ministério.”

Essas foram as palavras de apreço de Danazumi Ado para um colaborar da Portas Abertas que compareceu ao julgamento de Danazumi em 29 de maio.

Danazumi é um dos quatro membros da Igreja Evangélica do Oeste da África, presos em fevereiro por construir um templo em Kiru. Embora sejam cristãos, os quatro foram julgados de acordo com a sharia, lei islâmica. Danazumi, Ummaru Ado, Aminu Barau e Talatu Bala, foram proibidos de prosseguir com a construção em favor da paz do Estado de Kano, governo pela sharia.

Julgamento rápido

Alguns meses depois de começarem a construção, hisba  (polícia islâmico) foi ao local e perguntou quem havia dado permissão para a obra. Os quatro homens não responderam à pergunta e continuaram seu trabalho.

O hisba comunicou imediatamente o chefe do distrito. Enfurecido, o chefe foi pessoalmente inspecionar o local.  Ao chegar, ele mandou parar a construção, a menos que os cristãos tivessem permissão das autoridades.

De repente, chegou ao local o comissário de polícia da divisão, outro muçulmano, assim que o chefe do distrito saiu. Ele exigiu que os cristãos desfizessem o que já havia construído e os obrigou a entrar em um veículo.

“Fomos forçados a entrar sem ter ideia de aonde nos levariam. Quando vimos, estávamos em um tribunal da sharia”, conta Ummaru.

Os tribunais da sharia devem ser usados apenas em casos envolvendo cidadãos muçulmanos. Como cristãos, os quatro homens não deveriam ser julgados nesse tribunal, a menos que pedissem. No entanto, ao chegarem lá, asseguraram aos quatro que, se concordassem em ser julgados pela sharia, o julgamento seria justo.

“Fomos enganados. Não nos deixaram falar. A audiência durou menos de 20 minutos e nenhum de nós pode falar em sua defesa. O tribunal decidiu que parássemos a construção da igreja em favor da paz e da unidade. Portanto, não poderíamos mais nos reunir. Também nos disseram que, se tivéssemos alguma reclamação, deveríamos fazer um apelo em uma instância superior da sharia dentro de 30 dias”, disse Aminu.

Por ignorância, a igreja deles fez o apelo no tribunal islâmico da capital do Estado. Depois de muitas sessões, o tribunal concordou, em 29 de maio, de ratificar o veredicto inicial. Os quatro homens puderam voltar pra casa, mas a construção da igreja teve de ser abandonada.

Isaque (nome fictício), colaborador da Portas Abertas, participou da última audiência, e depois passou um tempo com os quatro homens. Ele lhes explicou que estava lá para ouvir a história deles e orarem juntos. Isaque animou-os a permanecerem firmes e a considerar aquela difícil situação como algo que os fortalecerá na fé. Ele também lhes deu a certeza de que poderiam contar com as orações da família Portas Abertas em todo o mundo.

Os quatro irmãos falaram que apreciavam aquelas palavras de ânimo, que lhes deram ousadia e coragem para perseverar em meio ao sofrimento por sua fé.

Confronto final

No entanto, esse não foi o fim da provação. Assim que chegaram à vila de Kogo, o chefe do distrito disse aos homens que, se eles se tornassem muçulmanos, iriam ter o que precisassem. Prometeram construir uma mesquita e uma escola islâmica para seus filhos. Para o espanto do chefe, os cristãos recusaram a oferta.

“Pertencemos a Jesus Cristo, que dá a vida eterna. Não estamos sem salvação. Por que deveríamos nos comprometer e aceitar uma religião que não nos assegura a salvação? Somos de Jesus e nenhuma pressão irá nos demover disso”, disse Ummaru ao chefe.

A atmosfera em Kogo ainda é tensa. Os 50 membros da Igreja Evangélica do Oeste da África sabem bem que seus passos estão sendo vigiados. Qualquer sinal de desobediência pode resultar em mais violência.

Um advogado cristão assumiu recentemente o caso dos quatro homens. Ele está, no momento, fazendo um apelo diante do Supremo Tribunal da cidade de Kano.

A Portas Abertas está contribuindo financeiramente com eles, cobrindo os honorários do advogado. Mesmo que esses irmãos pareçam estar bem, a Portas Abertas pede que mandemos cartões, lembrando-os de que estamos orando por eles.

Pedidos de oração:

• Ore por Danazumi, Ummaru, Aminu, Talatu e suas famílias. Ore para que Deus use o testemunho deles para o crescimento do seu Reino. Que o Senhor também use os cristãos para demonstrar Seu amor incondicional por todas as pessoas.

• Peça a Deus para amolecer o coração das autoridades de Kogo para com os poucos cristãos da cidade. Também ore pedindo ousadia e coragem aos cristãos, para que permaneçam fiéis em meio à tensão. Que o Senhor lhes dê sabedoria para descobrirem uma forma de se reunirem para cultuá-lo.

*A CAMPANHA DE CARTAS REFENTE A ESTE ARTIGO ESTÁ ENCERRADA !!!*


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