Igreja colombiana pode continuar em guerra

| 03/10/2016 - 00:00


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Recentemente, o governo colombiano e os líderes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) assinaram um acordo de paz, depois de quatro anos de negociações, e após meio século de conflitos entre as partes. Há também um referendo popular para o mês de outubro, que garantirá a aplicação desse acordo, envolvendo o desarmamento da guerrilha, redistribuição de terras e algumas alterações no movimento político.

Quando essa guerra começou com os rebeldes marxistas, houve uma mistura entre a violência contra o governo e a atuação dos narcotraficantes, violando muitas vezes os direitos humanos, ocasionando milhares de mortes e milhões de deslocados. No meio desse fogo cruzado, a igreja sentiu na pele as consequências, sendo outro alvo dos militantes que sempre a enxergaram como uma “pedra no caminho”, como acontece no México pelo mesmo motivo: os cristãos visam recuperar a vida dos jovens que se envolvem no mundo das drogas e lutam para preservar as famílias. A questão é que esses jovens são visados como “futuros clientes” pelos traficantes.

Porém, um dos colaboradores da Portas Abertas, atuante na Colômbia, questiona, se, a atual negociação fará com que os membros das FARC desistam de seus “negócios” extremamente lucrativos. Há outros grupos criminosos que continuam a operar no país, independente das Forças Armadas Revolucionárias. A igreja na Colômbia, no entanto, pode continuar em guerra apesar do acordo de paz.

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